sábado, 31 de dezembro de 2011

Galvão Bueno diz que se tornou narrador por acaso

G. Bueno, do ¨cala a boca Galvão¨
O jornalista Galvão Bueno revelou, em entrevista ao ‘É Gol’, do Sportv, que se tornou locutor esportivo por acaso. De acordo com o narrador da TV Globo, o destino lhe reservou uma vaga de narrador esportivo na televisão na emissora carioca, após ter sido contratado pela Rede Bandeirantes para ser comentarista.
Revelado para a crônica esportiva após vencer o concurso promovido em 1974 pela Rádio Gazeta de São Paulo, que procurava um repórter que também atuasse como comentarista, Galvão declarou ao programa do Sportv que nunca imaginou narrar um gol na sua vida. À atração que reservou mais de 40 minutos para relembrar sua carreira, o locutor disse que muitas pessoas acham a sua narração ridícula. “Nada mais ridículo do que aquele "É tetra, é tetra" desafinado, com o Pelé e o Arnaldo puxando de um lado”, declarou.
Com a experiência de comentar partidas de futebol e outros esportes, como boxe e Fórmula 1, Galvão considera como natural emitir opinião durante os jogos, até para situar a participação do colega de transmissão. “Eu era comentarista, então eu gosto de dar os meus pitacos nas narrações. Você poder sair de um momento grande, de um grito, de quase um gol, para emendar em uma conversa com o comentarista”, avalia. O profissional diz que apesar de quase quatro décadas na área, tenta a cada dia aprimorar a sua narração.
Autocrítico e assumidamente uma pessoa em eterna busca pela melhoria no que faz, Galvão recebeu elogios dos outros dois principais narradores esportivos da TV Globo, Luís Roberto de Múcio e Cleber Machado. Ambos destacaram a emoção que Galvão consegue passar nas transmissões que comanda. “Ele encontrou uma forma, um texto muito especial, que transformou num manual de redação para quem trabalha em TV”, afirmou Luís Roberto. “Galvão se define como um vendedor de emoção. E ele tem isso muito firme, muito sólido na carreira dele”, comentou Cleber.
O bordão
“Sai que é sua, Taffarel”. Com certeza, essa é uma das frases mais famosas de toda a carreira de Galvão, fazendo menção a Cláudio Taffarel, titular da Seleção Brasileira nas Copas de 90, 94 e 98. Porém, o narrador revela que não teve a intenção de criar um bordão para o ex-goleiro. Ele informa que se desesperava ao ver a bola passando perto do gol. “Dava um nervoso o fato de ele não sair do gol. A bola passava e ele olhava. Um dia, no desespero, a bola veio e ele não saiu e eu disse ‘sai que é sua, Taffarel’, como quem diz ‘vai na bola, infeliz’. Ele sabe disso, morre de rir”.
Última Copa do Mundo narrada por Galvão
Ao programa do Sportv, mesmo canal em que apresenta o ‘Bem, Amigos’, Galvão confirmou que a Copa do Mundo de 2014, que terá o Brasil como sede, será a última com sua narração. O jornalista, entretanto, adiantou que vai deixar de narrar o mundial sem necessariamente se aposentar de vez. “Vou me despedir, a voz pode não sair, vou me emocionar, mas não estou me aposentando não, tem Olimpíadas logo mais para a frente”, garantiu. Ele ainda ressaltou que não esperava ter mais de 30 anos na Globo.
Anderson Scardoelli
 

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