domingo, 2 de setembro de 2012

Acidente mata cavaleiro.


Ontem, 01/09, por volta das 17 horas, um veículo Ford K, conduzido pelo motorista José Alves Machado, atropelou o cavaleiro Marcelino Alves Cardoso, vindo o mesmo falecer no local.
O acidente ocorreu na avenida Montes Claros que dá acesso a cidade de Pedras de Maria da Cruz. O condutor e ocupantes do veiculo não se feriram e o cavalo teve ferimentos leves, embora sangrando.
A via ficou interditada pelo veículo acidentado e pelos curiosos que se aglomeraram no local.
Informações e foto: Raphael Souza.

Polícia encontra notas falsas de R$ 3


Um empresário ligou para a polícia na manhã deste sábado (1º) após encontrar trinta e sete notas falsas de R$ 3 dentro de uma carteira na frente de sua casa, que fica no bairro Paraíba do município de Caicó, a 260 km de Natal (RN).
Segundo a Delegacia Regional do município, as notas têm o mesmo perfil das cédulas de R$ 2, com a diferença do número três no local do dois. O delegado plantonista, Getúlio Medeiros, informou que não houve o flagrante pelo fato das notas não existirem “de fato”. No Brasil, circulam apenas notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.
“É difícil, não vejo crime na situação porque nós temos a materialidade, mas não temos a autoria. Se fossem notas de R$ 10, R$ 20... enfim cédulas com valores reais, seria configurada a falsificação, mas notas de R$ 3 não circulam legalmente no Brasil. Apesar disso, vamos investigar, pois pode haver algo maior por trás disso”, disse.
UOL

Aécio usa mensalão em BH e faz sua ode ao cinismo


Ao lado de Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte que, em 2002, sacou R$ 1,3 milhão das empresas de Marcos Valério, o senador Aécio Neves introduz o mensalão na campanha mineira. Será que esqueceu em que estado, em que governo e em que partido a tecnologia de financiamento de campanhas das agências de publicidade DNA e SMPB foi criada?
Era de se esperar que o senador mineiro Aécio Neves não explorasse o tema do mensalão na campanha municipal de Belo Horizonte. Seria mais prudente. Não só porque o esquema foi criado na tentativa frustrada de reeleição do tucano Eduardo Azeredo, correligionário de Aécio, em 1998, mas também porque seu atual aliado, o prefeito Marcio Lacerda, de Belo Horizonte, poderia ter sido um dos réus da Ação Penal 470.
Mas Aécio foi imprudente. Neste sábado, numa carreata em Belo Horizonte, citou pela primeira vez o caso – descumprindo uma promessa que ele próprio havia feito. “O PT tem um viés equivocado ao analisar a questão de investimentos, porque ele trata recursos públicos como se fossem seus. Dinheiro federal, dinheiro estadual, isso é menos importante, é dinheiro do povo, são impostos que todos nós aqui pagamos”, disse o senador. “Mas o PT se apropria das empresas públicas, como fez agora, (como foi) comprovado pelo Supremo Tribunal Federal, em relação ao Banco do Brasil. Uma vergonha, uma instituição secular, um símbolo do Brasil que se desenvolveu, que avançou, e utilizada na forma como foi provada agora pelo Supremo Tribunal Federal para atender a interesses do partido”, disse Aécio.
Em 2002, Márcio Lacerda coordenava a campanha presidencial de Ciro Gomes, que não passou para o segundo turno. Naquela edição, Lula venceu José Serra. A campanha de Ciro, no entanto, deixou dívidas pesadas. E foi Marcio Lacerda quem sacou R$ 1,3 milhão das empresas de Marcos Valério para quitá-las. Não se tornou um dos personagens da CPI dos Correios em decorrência de um acordo político ainda hoje mal explicado.
Em 2008, Lacerda se tornou prefeito de Belo Horizonte, eleito pelo PSB, porque tanto o PT quanto o PSDB decidiram apoiá-lo. Sorte dele, que tem feito boa gestão e foi apontado numa pesquisa recente do Instituto Datafolha como o melhor prefeito do País. Mas se destino tivesse sido mais traiçoeiro – ou mais igualitário em relação aos sacadores de recursos nas agências de Valério – Lacerda hoje estaria sentado no banco dos réus, ao lado de Delúbio Soares, José Genoíno e José Dirceu.
Se isso não bastasse, o mensalão mineiro, ou mensalão tucano, foi abastecido com recursos de várias estatais do Estado, como a Copasa e a Cemig, que adquiriram patrocínios inexistentes num evento de motociclismo chamado de “Enduro da Independência”. Dali saiu boa parte dos recursos da campanha de Azeredo, coordenada por Walfrido dos Mares Guia (que coordena a de Marcio Lacerda), para o chamado mensalão mineiro.
Uma declaração como a de Aécio neste sábado deixa a dúvida: o Brasil está mesmo sendo limpo, purificado, ou é só uma maré de cinismo e hipocrisia?
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sábado, 1 de setembro de 2012

“Minas Logística” é tema de audiência na Assembléia.


Oportunidade para oposição discutir oportunismo de Anastasia na ¨apropriação¨ do projeto de mobilidade do Governo Federal, principalmente na área ferroviária.
O secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, é o convidado da audiência pública da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas, na próxima terça-feira (4/9/12), às 14h30, no Plenarinho I da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A reunião da comissão é também um dos encontros de monitoramento da Rede de Infraestrutura do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2012-2015. O autor do requerimento é o presidente da Comissão, deputado Adalclever Lopes (PMDB).
As reuniões de monitoramento do PPAG estão acontecendo desde o último dia 21 de agosto. As comissões permanentes da ALMG realizam encontros para analisar a execução orçamentária em áreas específicas do Estado, tais como como educação, segurança pública e saúde. As audiências públicas se encerrarão no dia seguinte à audiência pública da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas, ou seja, na quarta-feira (5/9), com os dois últimos encontros.
O convite ao secretário de Estado deve-se ao fato de ele ser o responsável pelo programa estruturador “Minas Logística”. Seu objetivo é constituir uma rede de transporte integrada, composta por rodovias, hidrovias e ferrovias, ampliando a capacidade do Estado de atrair novas empresas e gerar empregos. Para transformar Minas Gerais em referência nacional em logística, a iniciativa também contempla investimentos em itens como energia e telefonia celular, e é justamente a eficiência na aplicação desses recursos que será analisada agora pelos deputados.

Montadoras lucram mais no Brasil do que em qualquer outro lugar e ainda pedem desoneração


E as empresas ainda reivindicaram a prorrogação da isenção do IPI, que venceria dia 31 de agosto.
Levantamento realizado pelo jornal O Globo e pela consultoria IHS Automotive mostra que os carros vendidos no Brasil custam muito mais que em outros países. A diferença nos preços pode chegar a 106%, como no caso do Honda Fit, que é vendido no Brasil por R$ 57.480, enquanto que na França o modelo equivalente sai por R$ 27.898.
A comparação foi realizada entre Brasil, EUA, Argentina, França e Japão e mostra que, ao contrário do que se pensa, os custos (mão de obra, matérias-primas, logística) assim como os impostos, não explicam os altos preços dos veículos no mercado brasileiro, mas sim a alta margem de lucro das empresas automobilísticas.
Margem de lucro estratosférica
Os custos de um carro produzido no Brasil equivalem a 58% de seu preço na venda, enquanto que nos EUA eles vão de 88% a 91%. Nos outros países os custos chegam a 79% do preço do veículo. Já os impostos no Brasil são proporcionalmente mais altos, formando 32% do preço, enquanto nos EUA vão de 6% a 9% e nos outros países ficam em 16%. Mas é a margem de lucro que explica os altos preços. Aqui, ela chega a 10%, contra 3% nos EUA e 5% nos outros países.
No Brasil, o lucro ganho pelas montadoras por veículo vendido, de 10%, não tem comparação com nenhum outro lugar do mundo. "Lucro de montadora no Brasil é maior que em qualquer lugar do mundo, pelo menos o dobro", confirmou o diretor-gerente da consultoria IHS Automotive, que realizou o estudo para o jornal. O diretor apontou como motivo para os alto preços a concentração do mercado nas quatro grandes montadoras (Ford, GM, Volks e Fiat). Ou seja, o monopólio do mercado, um dos maiores do mundo, fica nas mãos de grandes empresas que podem ditar o valor dos carros.
Não há motivo para demitir
Neste dia 29 representantes das montadoras e o governo se reuniram em Brasília para tratar de uma reivindicação das empresas: a prorrogação da isenção no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que venceria no dia 31. O governo vai se dobrou à vontade das montadoras, abrindo mão de mais R$ 2 bilhões em impostos. Alguns representantes das montadoras pedem até a extinção completa do imposto. Argumentam que, num cenário de crise despontando, a isenção garantiria as vendas e os empregos.
A verdade, porém, é que, se as montadoras quisessem reduzir os preços para impulsionar as vendas, bastaria abrir mão de parte dos lucros. No entanto, para que fazer isso se o governo já arca com a redução do preço do carro? A isenção do IPI, assim, apenas incrementa os já altos lucros das grandes montadoras que, se não bastasse, ainda demite, como na região do ABC paulista ou na GM de São José dos Campos (SP), onde a montadora ameaçou demitir 2 mil operários e, após mobilização, aceitou colocar 925 funcionários em layoff (contrato de trabalho suspenso) até 30 de novembro.
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de veículos Automotores) argumenta que a redução do IPI foi responsável pela geração de 2,7 mil novos empregos. Segundo a própria entidade, a isenção do imposto deixou de arrecadar pouco mais de R$ 20 milhões por dia entre junho e agosto, o que dá no total algo aproximado a R$ 1,2 bilhão nesses dois meses. Dividindo isso com o número de empregos que o setor diz criado, chegamos ao custo de mais de R$ 444 mil por emprego supostamente gerado. Um custo irreal de quase meio milhão por posto de trabalho.
Isso mostra o cinismo de empresas como a GM, que realiza um trabalho de chantagem sistemática em São José dos Campos, ameaçando demitir caso os trabalhadores não aceitem banco de horas e a redução dos salários. E revela como o governo Dilma prefere subsidiar os lucros de grandes multinacionais ao invés de investir em serviços públicos, que poderiam ao mesmo tempo gerar empregos e voltar em benefícios à população. O brasileiro não precisa dessa diversidade de marcas e modelos, pelo menos não a esse preço.