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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Trens turísticos receberão R$ 500 milhões

11/02/2012 - O Globo
Pegando carona nos grandes eventos esportivos — Copa do Mundo e Olimpíadas — o governo aumentará o número de trens turísticos em funcionamento no país, atração que deve fazer parte dos roteiros oferecidos aos estrangeiros. Até 2015, o objetivo é dobrar o número de passageiros, para dez milhões, e aumentar em 50% as operações. Para isso, serão investidos cerca de R$ 500 milhões.
Somente o Trem do Corcovado contará com mais de R$ 64 milhões. Concessão federal, transporta quase 300 pessoas por hora e deve aumentar a capacidade para 615 passageiros/hora.
Na ativação do trem Rio-Petrópolis, serão investidos R$ 72 milhões, segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC). Mas o Ministério do Turismo informou que deve levar mais tempo para ser implantado, porque será necessário remover famílias ao longo do trajeto. A prefeitura de Magé também está envolvida no projeto.
Os trens são o grande atrativo das regiões onde circulam, enchendo os cofres de municípios que investem no serviço, como os do Sul do país.
Também devem ser ativados nos próximos dois anos, segundo o diretor do Departamento de Estruturação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, os trens turísticos de Mogi das Cruzes (SP); da área urbana de São Carlos (SP); de Santa Maria (RS); e a Ferrovia do Contestado (SC). No Nordeste, também estão previstas novas operações.
Em 2007, os trens transportaram mais de 3,5 milhões de passageiros e geraram cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. E renderam cerca de R$ 100 milhões com a venda de passagens. Em 2011, os números já eram bem maiores: viajaram em trens cinco milhões de passageiros que pagaram, em média, R$ 60, e foram feitos investimentos de R$ 300 milhões, segundo presidente da ABOTTC, Sávio Neves.
— Algumas empresas multinacionais já estão interessadas no negócio. A Vale, na linha Ouro Preto a Mariana (MG), e a EBX, na Serra do Navio (AP) — diz.
Neves acrescenta que os empregos diretos no setor chegam a três mil e, se somados aos indiretos, ultrapassam oito mil — desconsiderando atividades de fotografia, arte plásticas e gastronomia.
Cerca de 50 projetos de prefeituras e entidades privadas sem fins lucrativos para instalação de locomotivas estão sendo analisados pelo grupo de trabalho liderado pelo Ministério do Turismo.
Há outras 44 solicitações.
Hoje, estão em operação 32 trens turísticos espalhados por 11 estados. Entre os mais conhecidos estão o Trem do Corcovado (RJ), o do Vinho (RS), o do Pantanal (MS), o da Vale Ouro Preto Mariana (MG), o da Serra do Mar (PR) e a Estrada de Ferro de Campos do Jordão (SP). São operações de grande porte, por onde circulam cerca de 150 mil passageiros por ano.
Alguns trens funcionam diariamente e outros somente no fim de semana, dependendo da demanda. Também existem 15 trens eventuais, como o Trem do Forró, em Campina Grande (PB), que só circula na época das festas juninas, ou o Trem do Frevo (PE). Além disso, circulam sete bondes turísticos, em áreas como o parque Taquaral, em Campinas (SP); em Campos do Jordão (SP); em Santa Tereza (RJ); e no circuito entre o Valongo e a Praça Mauá, em Santos (SP).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fundação Roberto Marinho recebeu R$ 17 milhões do Ministério do Turismo

No momento em que o Ministério do Turismo passa por um pente fino nos convênios com repasses de verbas federais, chama a atenção uma ONG que recebeu R$ 17.009.100,00 do órgão, desde 2009.
Foi a Fundação Roberto Marinho.
Resta saber se a ONG ligada às Organizações Globo executou os serviços propostos, na quantidade devida, para justificar o recebimento desse montante de dinheiro.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Desvio de recursos no Turismo pode chegar a R$ 4 milhões, diz procurador


O esquema de desvio de recursos do Ministério do Turismo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) podem ter causado um prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 4 milhões.
Segundo o procurador da República no Amapá, Celso Leal, o valor é relativo ao dinheiro liberado por meio de emenda parlamentar para um convênio firmado pelo ministério, em 2009, com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Convênio que ele classifica como 'uma grande fraude para desviar dinheiro do ministério'.
Por telefone, o procurador explicou à Agência Brasil que os indícios de irregularidades foram constatados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com Leal, investigações preliminares indicam que mesmo tendo recebido o dinheiro do ministério, o Ibrasi - uma organização sem fins lucrativos com sede em São Paulo - jamais realizou os cursos de qualificação profissional previstos no convênio. Voltado a profissionais de turismo, o treinamento deveria ocorrer no Amapá.
De acordo com o procurador, os fortes indícios de irregularidades motivaram-no a expedir 19 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 19 mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão, que levaram a PF a deflagrar, na manhã desta terça-feira, 9, a Operação Voucher, que resultou na prisão de 38 pessoas.
De acordo com a PF, além de o convênio ter sido realizado sem licitação, o Ibrasi não teria condições técnico-operacionais para executar o serviço previsto. Além disso, entre outras irregularidades, há indícios de que o ministério não tenha fiscalizado - ou o tenha feito de forma insatisfatória - a execução do convênio, de que documentos comprovando as despesas tenham sido fraudados e que o pagamento pelo convênio tenha sido antecipado desnecessariamente.
'As prisões estão fundamentadas basicamente no desvio de verbas, ou seja, no pagamento pela execução de um convênio que não foi executado, mesmo o dinheiro tendo sido liberado',
declarou o procurador, por telefone.
De acordo com Leal, as prisões foram decretadas a fim de manter a viabilidade da investigação criminal. 'No decorrer da investigação, notamos uma dificuldade porque os investigados tentavam manipular a investigação. O outro fundamento foi a manutenção da ordem pública, ou seja, para evitar que novos crimes semelhantes fossem cometidos por estas mesmas pessoas.'
O procurador prevê que as investigações policiais serão encerradas em no máximo duas semanas. 'As investigações estão adiantadas e esperamos que, com a oitiva [depoimento] das 38 pessoas presas, o que deve acontecer no mais tardar na próxima semana, as investigações da Polícia Federal sejam concluídas e o Ministério Público possa propor as necessárias ações penais e de improbidade administrativa.'
Entre os 38 presos esta manhã estão o secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, número dois na hierarquia da pasta; o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins; o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Mário Moysés, além de diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) e empresários.
Frederico Costa está no Ministério do Turismo desde 2003, ano de criação da pasta. Depois de passar por vários departamentos, ele assumiu a chefia da Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, posto que ocupava quando foi firmado o convênio com o Ibrasi, objeto de investigação pela polícia e que resultou nas prisões desta terça-feira. No início deste ano, tornou-se secretário executivo.
Colbert Martins é ex-deputado federal pela Bahia e ocupa, atualmente, a Secretaria de Programas e Desenvolvimento do Ministério do Turismo. Mário Moyses presidiu a Embratur até junho de 2011. Em 2008, ele assumiu a Secretaria Executiva do ministério. Na gestão da ex-ministra Marta Suplicy, Moysés era chefe de gabinete.
Agência Brasil

quinta-feira, 28 de abril de 2011