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domingo, 19 de agosto de 2012

Insfraestrutura brasileira e o nome da bola para a Copa de 2014 são pautas do NYT e The Guardian


“O Brasil vai ser mais rico, mais forte, mais moderno e mais competitivo”, disse Dilma durante o evento de lançamento do Programa de Investimentos (Roberto Stuckert Filho/PR)
O Programa de Concessões de Rodovias e Ferrovias anunciado pela presidente Dilma Rousseff na última quarta-feira, 15, ganhou manchetes nos jornais The New York Times e Financial Times. Para as publicações, o investimento de R$133 bilhões vai aquecer a economia e melhorar a infraestrutura do país. O Brasil também foi pauta do The Guardian com o início da votação que decide o nome da bola da Copa de 2014.
A iniciativa sem precedentes do Plano Nacional de Logística foi relacionada com a proximidade da Copa da Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, eventos que serão sediados no Brasil. Com enfoque mais analítico, o Financial Times destacou o crescimento de apenas 2,7% no último ano e disse que o país tem “necessidades óbvias em infraestrutura”. O veículo ainda alertou para a execução desse plano em meio a "corrupção que assola o país" e citou que neste momento está acontecendo o julgamento do mensalão.
Patrocinadora da Copa, a Adidas divulgou uma lista de possíveis nomes para a bola dos jogos que vão acontecer no país e o The Guardian se esforçou para explicar as expressões tipicamente brasileiras como carnavalesca, Brazuca e Bossa Nova. O impresso informou que as palavras estão no feminino para acompanhar o “esteriótipo brasileiro da bola como uma mulher, para ser acariciada e guardada”.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

TCU mantém paralisação das obras da Ferrovia que interligará Caetité a Barreiras.

O Tribunal de Contas da União decidiu manter a medida cautelar que suspende a execução dos contratos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em construção na Bahia. A decisão afeta os quatro lotes de obras compreendidos entre os municípios de Caetité e Barreiras, no interior do Estado, que somam cerca de 500 km de malha.
A obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tem enfrentado uma série de dificuldades para sair do papel, desde problemas com editais de obras, passando por desapropriação de imóveis e obstáculos com licenciamento ambiental.
A estatal Valec, responsável pela obra, apresentou uma série de justificativas ao TCU para liberar o empreendimento, mas o tribunal entendeu que “a Valec não cumpriu as determinações” feitas em processos já apresentados pelo tribunal de contas. Segundo o ministro Weder de Oliveira, a manutenção da paralisação é essencial para evitar gastos indevidos de dinheiro público.
O plano do governo é fazer com que a Fiol interligue os centros produtores de minério do interior da Bahia e produtores de grãos localizados na região Oeste daquele Estado. A malha ligaria um futuro porto na região de Ilhéus até a Ferrovia Norte-Sul, no Tocantins. Ao todo, o projeto tem 1.527 km de extensão e envolve investimentos estimados em R$ 7,43 bilhões até 2014.
Indícios de superfaturamento
O TCU encontrou indícios graves de irregularidades nos contratos de obras de melhoria de capacidade na rodovia BR-386/RS, no trecho entre os municípios gaúchos de Tabaí e Estrela. A obra tem custo total de R$ 170 milhões.
Os achados de auditoria apontam superfaturamento potencial superior a R$ 13,6 milhões, o equivalente a 7,5% do orçamento da obra. Entre as causas das irregularidades está a estimativa inadequada das distâncias de transporte dos volumes de terraplenagem.
O ministro relator do caso Valmir Campelo decidiu não votar pela descontinuidade da obra por entender que isso poderia gerar “maiores prejuízos que aqueles advindos da irregularidade identificada”, tendo em vista que os serviços de terraplenagem já atingem 49% do cronograma.
O tribunal convocou representantes do consórcio Conpasul/Cotrel/Iccila/Momento para prestar esclarecimentos no prazo de 15 dias.
A rodovia BR-386/RS tem início na travessia do Rio Uruguai, no município de Iraí, na divisa com Santa Catarina. A estrada estende-se até o entroncamento com a rodovia BR-116/RS, no município de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. Trata-se de um corredor para escoamento de soja, trigo, milho e erva-mate, além de suínos e frangos. Pela 386 também são transportados insumos e produtos industrializados no polo petroquímico de Triunfo.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Abertas as inscrições do 6º Prêmio ANTF de Jornalismo

04/06/2012 - ANTF
Estão abertas as inscrições para o 6 º Prêmio ANTF de Jornalismo. Podem concorrer à premiação jornalistas atuantes na imprensa nacional que tenham produzido matérias sobre ferrovias, veiculadas no período de 28 de novembro de 2010 a 6 de agosto de 2012, em jornal impresso, revista impressa, rádio, televisão e internet. O prazo para inscrições inicia-se em 20 de abril de 2012 e se encerra em 6 de agosto de 2012.
O objetivo da premiação é valorizar o trabalho realizado pelos veículos de comunicação e seus profissionais, além de destacar matérias jornalísticas de qualidade e incentivar a divulgação de informações relevantes sobre o setor ferroviário. Os vencedores de cada categoria receberão uma premiação no valor de R$ 5 mil durante o evento “V Brasil nos Trilhos 2012”, no dia 4 de setembro, em Brasília. Participe!
Para conhecer o regulamento do Prêmio ANTF de Jornalismo e fazer a sua inscrição acesse o site: www.antf.org.br

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dentista monta consultório em carro de trem em Sorocaba (SP)

Quem passa pela rua Romualdo Borghesi, no Jardim Tatiana, não tem como ficar indiferente diante de uma ideia um tanto quanto inusitada, mas que tem atraído clientes para a dentista Luciana Palaia, que resolveu montar seu consultório em um vagão de trem: é a Estação Sorriso. A sensação de quem se depara com o consultório, situado no número 368 daquela rua, é de uma volta ao passado, numa verdadeira uma viagem pela história e pelo tempo.
O vagão é praticamente um museu porque une peças originais, adquiridas em leilão, de diversas fases e momentos da ferrovia. Ali estão, por exemplo, pilares que pertenceram à Estação da Luz, em São Paulo, datados de 1899. "As rodas vieram da Inglaterra e são de 1937, tem também os trilhos que datam de 1936, enfim, tudo aqui é um pedaço do que um dia foi uma estação de trem", resume a dentista, que é filha do reconhecido restaurador Lincoln Palaia Júnior, falecido há cinco anos.

Entre os principais trabalhos de Lincoln destaca-se a recuperação da Locomotiva nº 58, também conhecida como Maria do Carmo, que tem sido usada pela Prefeitura de Sorocaba nas cantatas de Natal. Lincoln também foi responsável pela restauração da Baronesa, bondinho original do Corcovado. Seu último trabalho foi com locomotivas do exército brasileiro.
Inaugurado no dia 20 de julho deste ano, no consultório Luciana trabalha com clínica geral, implantes, ortodontia e próteses. Naquele espaço, tudo é peça de ferrovia, desde a torneira do lavabo situado na recepção, os bancos e até o teto. "Ficou pronto em três meses e meio e a maior dificuldade foi conseguir colocar o vagão de trem no terreno", lembra.
Conforme Luciana, que herdou do pai a paixão pelos trens, a ideia de montar o consultório em um vagão partiu do marido. "Eu morava em São Paulo quando meu pai faleceu. Tinha locomotiva para entregar ainda e meu irmão não se interessou pelo empreendimento. Eu havia acabado de voltar do Canadá e falei com meu marido, o João Carlos, e então resolvemos nos mudar para Sorocaba. Ele assumiu a empresa de restauro do meu pai e agora tem paixão por isso", explica.
Além de trabalhar com restauro, o marido de Luciana faz réplicas de locomotivas. "É um negócio que recebe muita encomenda do poder público. Também tem gente endinheirada que compra para colocar na fazenda", diz.
Luciana conta que o começo em Sorocaba foi difícil, isso porque quando chegou aqui não conhecia ninguém. "Não tinha paciente pra mim. Mudei nesta casa no Jardim Tatiana e percebi que a região é carente de dentista, daí veio a ideia do meu marido em montar o consultório no vagão, seria um marketing diferente", diz.
Conforme a dentista, o vagão de trem foi conquistando clientes, principalmente as crianças. "Inclusive tem gente querendo abrir franquia e agora estou estudando a proposta", comemora.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ferrovia ligará Bahia e Minas passando pelo Espírito Santo

A construção de um porto no Norte do Estado, feito pelo presidente do Corredor Atlântico do Mercosul (CAM), Paulo Augusto Vivácqua, um dos idealizadores do empreendimento, viabilizará a construção da Ferrovia Litorânea Norte (FLN), ligando Taquari, no Sul da Bahia, ao Porto de Barra do Riacho, interligando-se ali com a estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A ferrovia terá 320 quilômetros de extensão, com um ramal de 16 quilômetros de acesso á Suzano Papel e passando por dentro da Reserva Biológica de Soretama, em Linhares, margeando a Rodovia BR 101. O projeto é o de número 79 da Agenda ES 2025.
O novo terminal portuário, que deverá ser implantado em Mucuri, no Sul da Bahia, ou Conceição da Barra, São Mateus ou Linhares, no Norte do Espírito Santo, terá investimento de R$ 1,2 bilhão, sendo destinado ao escoamento de cargas produzidas nos municípios capixabas, no Brasil Central e em Minas Gerais. O consórcio que construirá o porto já está articulado e a proposta, que ainda está em fase inicial de discussão, poderá ser implementada nos próximos dois anos.
A construção do Porto Norte (nome provisório) irá viabilizar a construção do ramal ferroviário ligando o Espírito Santo ao sistema ferroviário do Centro-Leste e, futuramente, à Ferrovia Transcontinental, que interligará a malha ferroviária do país ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Bayovar, no Peru.
O Porto do Norte deverá ter uma área de cerca de 20 mil hectares e terminais para a movimentação de contêineres, carga geral e granéis sólidos, uma espécie de "hub port" (porto concentrador de cargas e de linhas de navegação). Paulo Augusto Vivácqua revelou que o porto é viável somente com o volume de cargas já levantadas. As principais cargas exportadas por Minas Gerais são os minérios, metalurgia, agroalimentos, veículos, produtos químicos, máquinas, eletroeletrônicos e têxteis. As principais cargas embarcadas nos portos do Espírito Santo são celulose, minérios, produtos siderúrgicos, granéis e combustíveis.
As cargas já identificadas do Norte do Espírito Santo são os produtos agrícolas e minerais, além dos que virão a partir da implantação do polo gás-químico em Linhares. Da Bahia, os produtos florestais (madeira e celulose). Do Brasil Central, a carga mais importante seriam os grãos que hoje são embarcados nos portos de Paranaguá (PR) e Tubarão (Serra).
Ferrovia Litorânea Norte
O projeto de Implantação da Ferrovia Litorânea Norte (FLN), prevê a interligação da malha ferroviária do Espírito Santo ao Norte do Estado e ao Sul da Bahia. As cargas do Norte do Espírito Santo como madeira, rochas ornamentais e álcool têm perspectivas de crescimento e necessidade de escoamento para exportação. Esses produtos, devido às suas particularidades de volume e peso necessitam de logística específica de transporte para o acesso ao complexo portuário do Estado.
O "Protocolo de Intenções da Ferrovia Litorânea Norte", que define as condições para a sua viabilização, foi desenvolvido pela Agência de Desenvolvimento em Rede do Espírito Santo (Aderes) e assinado em 06 de março de 1998 pelas seguintes empresas: Aderes, Aracruz Celulose (atual Fibria), Bahia-Sul Celulose (atual Suzano Papel), Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), Vale, Serviços Ferroviários Intermodais do Rio Doce (Interférrea), Terminal Especializado de Barra do Riacho (Portocel), Sindicato do Comércio de Importação e Exportação do Espírito Santo (Sindiex) e Veracruz Celulose (Veracel). O estudo foi acompanhado pela Prefeitura de Aracruz e Petrobras Distribuidora.
A construção da Ferrovia Litorânea Norte (FLN) trará consideráveis benefícios ao Espírito Santo e Bahia, com a redução do "custo logístico" nas contas "transportes" - menores fretes - e "petróleo" - menor consumo de diesel -, reduzirá os gastos com a malha rodoviária, principalmente a BR-101, hoje degradada pelo transporte de cargas tipicamente ferroviárias, como madeira em toras, combustíveis, granéis sólidos, celulose, granito, mármore e veículos, levará à redução do número de acidentes rodoviários com a retirada das carretas de circulação e permitirá uma melhoria nas condições do meio-ambiente.
A Ferrovia Litorânea Norte, em sua primeira viabilidade econômica, contava com grandes fluxos de produtos das fábricas de celulose, que hoje são transportados por cabotagem por meio de barcaças, entre Belmonte, na Bahia, e Barra do Riacho. Outra parcela de carga de sua área de influência que foi reduzida são as movimentações de granitos, que atualmente podem ser transportados pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, com a operação do Terminal de Colatina. Esses fatores, hoje irreais, levaram ao adiamento do projeto, que pode ser retomado no próximo ano.
Jornal Folha do Litoral

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Deputado lança projeto ferroviário pioneiro

29 anos depois, a Bahia vai ter um trem de passageiros percorrendo as (praticamente esquecidas) ferrovias baianas. Não um trem qualquer, mas um trem turístico cultural. Inspirado na figura do inesquecível Luiz Gonzaga, o "Rei do Baião", que para cruzar o Brasil do nordeste ao sul fazia o percurso quase sempre de trem porque morria de medo de avião, o deputado federal Luis Argolo está criando o Projeto Transbaião, um trem Turístico cultural, com música e história a bordo. Um trem que vai homenagear o velho Gonzagão, que estaria completando 100 anos em 13 de dezembro do ano que vem.
Ele vai percorrer as principais cidades do recôncavo baiano - 13 no total - numa viagem pelo tempo. Para se ter idéia do que isso represente, o último trem de passageiros a interligar municípios baianos se aposentou em 1982. De lá para cá restaram apenas os de carga e, ainda assim, de forma precária.
A viagem inaugural acontece nesta terça-feira, dia 14 e parte de Simões Filho, por volta das 9,30 horas da manhã indo até Camaçari, primeira cidade a receber o Transbaião, num percurso de aproximadamente duas horas, cumprindo um dos trechos da viagem que tem um trajeto total de 272 km ligando São Felix a Entre Rios.
O Projeto TRANSBAIÃO – “A Cultura Viaja Aqui” foi totalmente idealizado e implantado pelo deputado Luiz Argolo, PP, e visa oferecer à Bahia, aos baianos e aos que nos visitam uma viagem pelo tempo, embarcando num trem turístico cultural, como ele define a iniciativa. E foi com esse pensamento que Argôlo chegou a Brasília no começo do ano e em menos de seis meses de mandato parlamentar na capital federal está conseguindo o que muitos políticos não conseguiram em vários mandatos: colocar, 29 anos depois, um trem de passageiros nos trilhos na Bahia, para cortar o recôncavo numa viagem pelo tempo em homenagem a memória e a obra de Luiz Gonzaga e tudo que representou para o Nordeste e para a cultura brasileira.
O projeto foi concebido para homenagear o centenário de Gonzagão, nascido na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, hoje Pé de Serra, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco e que estaria completando 100 anos em 13 de dezembro do ano que vem. Mas na esteira da homenagem de Argôlo, uma visão ainda mais abrangente da realidade da região: reascender o transporte ferroviário baiano, que há muito deixou de ser prioridade. Vale reforçar que o último trem de passageiros a interligar municípios em solo baiano se aposentou em 1982, quando Argôlo tinha apenas dois anos de idade. De lá para cá restaram apenas os de carga e, ainda assim, de forma precária.

Os baianos não dormiram no ponto e rapidamente viabilizaram seu projeto com o empenho de um único parlamentar. E ainda há quem diga que os baianos são preguiçosos.
Onde estão os parlamentares de Minas que falam de trem, de saudades de trem, mas não movem uma palha para sua reativação?
Esse trem na Bahis em provar que todos os deputados mineiros, estaduais e federais, são um bando de mentirosos e querem somente votos ou são incompetentes.  
Para mim, Alberto, são todos incompetentes mentirosos....

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ferrovia e banda larga na integração Brasil/Uruguai


A presidente Dilma Rousseff assinou na segunda-feira acordos com o presidente do Uruguai, José Mujica, para acelerar projetos de integração na fronteira, incluindo a construção de uma linha de interconexão elétrica de 500 quilômetros, além de uma ponte, uma hidrovia e uma ferrovia, para fortalecer o comércio mútuo.
A interconexão, através de um linha elétrica desde o território brasileiro, vai garantir o fornecimento energético ao Uruguai, afirmou Dilma em Montevidéu, onde foi calorosamente recebida por Mujica.
Dilma, que chegou à capital uruguaia para uma curta visita acompanhada por oito ministros, prometeu também a colaboração do Brasil para implementar um plano para "massificar" o acesso dos uruguaios a serviços de Internet de banda larga.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Trem turístico chega a Campos do Jordão

27/05/2011 - Folha de S.Paulo
O mais novo passeio turístico de trem de São Paulo terá 207 km, quase sete horas de duração (só de ida) e irá ligar a estação da Luz, na capital, a Campos do Jordão, na serra da Mantiqueira.
Se implantado, o Trem da Montanha será a mais longa linha ferroviária de passageiros do Estado de São Paulo.
A linha é uma das três que o governo paulista quer implantar no projeto Expresso Turístico, coordenado pela CPTM, estatal que gerencia os trens metropolitanos.
As outras são o Trem dos Romeiros, para Aparecida (180 km de São Paulo), e o Trem do Vinho, para São Roque (66 km da capital).
Hoje, o projeto já leva turistas ao entorno da Grande São Paulo em três linhas, com destino à vila de Paranapiacaba (Santo André), a Jundiaí e a Mogi das Cruzes, todas partindo da Luz.
Os três novos passeios, segundo o governo, devem ser implantados ainda este ano, mas o de Campos do Jordão deve ser o mais complexo.
Para viabilizá-lo, o governo precisa de um acordo com a MRS, concessionária privada que opera a malha ferroviária no vale do Paraíba, só com transporte de cargas.
Isso porque a linha da CPTM vai pouco além da Grande São Paulo e seria usada pelo Trem da Montanha até Itaquaquecetuba, de onde passaria à malha da MRS.
Dali, o trajeto seguiria pelo vale do Paraíba, alternando cenários urbanos (como São José dos Campos) e bucólicos --antigas fazendas e várzeas do rio Paraíba do Sul.
Em Pindamonhangaba, uma troca de veículos: em um pequeno trem elétrico semelhante a um bonde, é feita a subida da serra da Mantiqueira até o Capivari, centro da badalação da estância. A subida da serra --que já existe hoje-- é operada pela Estrada de Ferro Campos do Jordão, ex-empresa federal encampada pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos este ano.
Aparecida
O governo não sabe quanto vão custar as novas linhas. Porém, já sabe que os passeios a Campos do Jordão e Aparecida serão em semanas alternadas e sairão às sextas e o retornarão aos domingos.
Hoje, as três linhas do Expresso Turístico saem de manhã e voltam a São Paulo no fim do dia.
Em 165 viagens feitas desde 2009, transportaram 25 mil passageiros.
O expresso é formado por uma locomotiva a diesel e dois carros de passageiros, fabricados nos anos 1950.
O projeto Trens Regionais também ensaia levar a CPTM além dos limites da Grande São Paulo.
A ideia é reativar o transporte regular de passageiros da capital para Sorocaba, Santos, Campinas, Jundiaí e São José dos Campos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Norte de Minas pode ter ramal da FCA


08/04/2011 - Diário do Comércio
O escoamento do minério de ferro que será extraído na nova fronteira minerária, no Norte do Estado, deverá ser feito pelo modal ferroviário. A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela Vale S/A, está estudando um projeto do governo mineiro para a construção de um ramal na região, conforme informou ontem a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck. Ela acrescentou que o investimento, cujo valor não foi divulgado, seria bancado pela concessionária.
A Vale confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a FCA já recebeu a proposta enviada pelo Executivo estadual, e adiantou que a avaliação do empreendimento está em andamento. A decisão da FCA sobre a viabilidade do trecho será comunicada à secretaria em uma reunião que ainda não tem data marcada.
A definição do corredor logístico é considerada fundamental para que os projetos no Norte de Minas saiam do papel. A linha férrea permitirá o escoamento da commodity pelo litoral da Bahia, ou até mesmo pelos principais portos do sudeste.
As reservas de minério de ferro no Norte do Estado são estimadas em 20 bilhões de toneladas, concentradas em uma área que abrange 20 municípios da região, entre eles Salinas, Rio Pardo de Minas, Grão Mogol, Porteirinha e Nova Aurora. Somente no ano passado, foram anunciados investimentos da ordem de R$ 9 bilhões por parte da indústria extrativa na região.
Entre as inversões já anunciadas está a da Mineração Minas Bahia (Miba), que promete investir R$ 3,6 bilhões nos próximos cinco anos na extração de minério de ferro. O empreendimento terá capacidade produtiva de 25 milhões de toneladas por ano de minério concentrado. As jazidas estão localizadas entre os municípios de Grão Mogol e Rio Pardo de Minas.
O projeto, com reservas estimadas em 2,8 bilhões de toneladas, foi negociado no ano passado para o grupo cazaquistanês Eurasian Natural Resourcers Corporation (ENRC). A operação movimentou US$ 304 milhões.
Votorantim - Além da Miba, a Votorantim Novos Negócios (VNN) fechou acordo com a chinesa Hondbrige Holdings para finalizar o estudo do Projeto Salinas, desenvolvido pela Sul Americana de Metais S/A (SAM). Os aportes deverão totalizar US$ 3,2 bilhões para uma produção de 25 milhões de toneladas/ano.
As reservas de minério no Norte de Minas, apesar do baixo teor de ferro, vêm atraindo a atenção dos investidores em virtude do aquecimento da demanda no mercado internacional. Conforme fontes de mercado já haviam informado, grandes grupos estrangeiros e nacionais possuem áreas na região e estão realizando inúmeras pesquisas.
Com o cenário de consumo elevado, Minas Gerais vem registrando investimentos significativos na exploração do insumo siderúrgico. Estima-se que os aportes no Estado deverão totalizar US$ 25 bilhões entre 2011 e 2014.
A produção de minério em Minas Gerais deverá alcançar 432 milhões de toneladas/ano até 2014, conforme projeções do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Atualmente, são produzidas cerca de 260 milhões de toneladas. Caso alcance a marca prevista, a alta será de 66% no período.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Câmara instala Frente Parlamentar das Ferrovias


A Câmara dos Deputados irá criou e instalou, ontem, 16, a Frente Parlamentar das Ferrovias. Encabeçada pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), a frente tem como objetivo dar destaque e colocar na agenda política o transporte ferroviário brasileiro. Segundo o deputado, já existia uma frente de logística no parlamento, mas a criação de outra específica para ferrovias evita que o setor fique em segundo plano nos debates.
A Frente Parlamentar de Ferrovias já conta com quase 200 assinaturas e será integrada por deputados e senadores. Entre seus objetivos, está a promoção de debates e ações para aprimorar a legislação na área de transporte ferroviário e a colaboração com organizações e entidades propulsoras do setor. “Estou convencido que a ferrovia é um transporte mais barato, mais seguro e ambientalmente sustentável. Por isso temos que ampliar o orçamento público para que o setor ferroviário seja efetivamente uma prioridade no Brasil”, afirma Uczai.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Bahia deve produzir 19,5 mi t de minério


O diretor comercial da Bahia Mineração, Gilberto Penna, aguarda para agosto a licença ambiental para que em novembro possa iniciar a construção do sistema de produção que, a partir de 2013, deverá colocar no mercado 19,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro.
De acordo com Penna, a mina localizada na cidade de Caetité, a cerca de 500 quilômetros da costa do Estado e por onde passará a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, receberá investimentos de 1,8 bilhão de dólares.
Em 2011 começaremos a construir. Será concluído no primeiro trimestre de 2013 para atingir produção plena ao longo do ano, disse o executivo.
De acordo com Penna, o governo da Bahia se comprometeu a construir ferrovias para ligar a mina a um porto, que também será construído pelo governo e ficará ao norte da cidade de Ilhéus.
O executivo afirmou que o minério na região tem 67 por cento de ferro, nível considerado alto pela indústria e, portanto, viável comercialmente.
Reuters/RF