quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A partir de hoje (03), Grupo Boticário abre inscrições para programa de trainees


A partir de hoje, dia 3 de fevereiro, estão abertas as inscrições para o programa de trainees do Grupo Boticário. Candidatos de todo o País podem participar da seleção para 23 vagas em diferentes áreas e negócios da empresa. As inscrições podem ser feitas pelo site www.grupoboticario.com.br, até 31 de março deste ano. É necessário que o candidato tenha concluído a graduação entre dezembro de 2008 e julho de 2011. Colaboradores e estagiários do Grupo Boticário que atendam aos critérios também podem participar.
Os trainees selecionados começam a trabalhar em julho de 2011 na sede do Grupo, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba (PR), ou no escritório da empresa em São Paulo. “Eles recebem treinamento e capacitação para assumir grandes desafios. O programa é focado no desenvolvimento de competências técnicas, comportamentais e com temas voltados ao negócio. Nosso objetivo, com isso, é formar profissionais-chave para a organização”, afirma o diretor de Desenvolvimento e Transformação Organizacional do Grupo Boticário, Henrique Adamczyk.
O programa prevê um contrato de 18 meses com o trainee, mas o selecionado já passa a fazer parte do quadro de colaboradores desde o primeiro dia. Isso inclui todos os benefícios relacionados à saúde, transporte, alimentação, previdência, entre outros, que são oferecidos a todos os funcionários do Grupo Boticário. Cada trainee é responsável por um projeto e tem um executivo como seu mentor. “O programa gera excelentes oportunidades tanto para o profissional, que podem alavancar sua carreira, quanto para a empresa, que atrai talentos para seu quadro”, completa o executivo.
Em 2010, após uma seleção que envolveu mais de 10 mil candidatos inscritos, 11 trainees ingressaram no Grupo Boticário. Para este ano, a seleção incluirá, após a fase de inscrições, testes online, dinâmicas, paineis e entrevistas. O processo completo será concluído em junho.
Cn1/assessoria

AMAMS VAI COLHER DADOS SOBRE A SITUAÇÃO DO TRANSPORTE ESCOLAR NO NORTE DE MINAS

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) vai entregar a Secretaria de Estado da Educação os dados atuais dos municípios do Norte de Minas, em relação ao Transporte Escolar. A informação foi passada na manhã dessa quinta-feira 03/02, durante a assinatura do Termo de Mútua Cooperação, no auditório Deputado Aécio Cunha, entre os prefeitos da região e a Superintendência Regional de Ensino de Montes, pelo presidente da entidade e prefeito de Patis, Valmir Morais de Sá.
Neste levantamento que será coordenado pelo Departamento de Assistência Social da AMAMS, cada município vai apresentar qual
é a dificuldade encontrada no transporte de alunos das redes municipal e estadual. Colhidos os dados em cada município, Será formalizado um documento que será entregue a Secretaria de Estado da Educação, que deverá acontecer até na primeira quinzena de março próximo.
O presidente da AMAMS disse que os recursos repassados aos municípios pelo governo ajudam, mas não são suficientes, pois os gastos com as manutenções dos veículos que transportam os alunos e as melhorias das estradas vicinais das zonas rurais ficam por conta das prefeituras. “Precisamos mostrar ao governo esta realidade, onde o custo sempre acaba afetando o orçamento do município e comprometendo outros serviços essenciais. Por isso, a nossa reivindicação é de que o Norte de Minas receba o mesmo tratamento do Sul do Estado, onde quase todas as estradas vicinais da zona rural são asfaltadas”, informou.
 A superintendente Regional de Ensino, Maria Salete de Souza Netter, disse que quando o prefeito preocupa com a qualidade da educação ele está preocupado com o futuro do seu município, mas precisa avançar mais. É importante que os prefeitos fiscalizem como está o ensino, a merenda e o transporte escolar do seu município, para que haja realmente melhoria no setor educacional. Por isto que a assinatura do Termo de Mútua Cooperação entre os municípios e estado é importante, pois só aqueles que participarem poderão participar no próximo mês, da assinatura do transporte escolar, alertou a superintendente Salete Netter.
Estudantes no Pau de arara.

A matéria levada ao ar no ano passado pelo Jornal do SBT, produzida pela TV Alterosa, onde a reportagem mostrou o martírio de crianças residentes na zona rural do município de Monte Azul e estudam na cidade e que são obrigadas a viajarem em carrocerias de caminhões adaptados, chamados de pau de arara, dá idéia da situação da educação em Monte Azul. O caso se repete com as crianças que estudam também no distrito de Riachinho.
Uma representação no ministério publico local, impetrada Por esse blogueiro, levou vários proprietários de caminhões a trocarem seus veículos por ônibus naquele ano, mas oito paus de arara continuaram a rodar com a justificativa que as estradas não davam condições de trafego de coletivos. Tal justificativa pareceu ser tolerada pelo promotor, tanto que os caminhões circulam com as crianças também pelo centro da cidade nos horários de chegada e saída das aulas.
Absurdo é que os paus de arara, depois da conivência da promotoria, passou a ostentar uma faixa de ESCOLAR grafada em suas portas.
Os proprietários dos caminhões, todos cabos eleitorais do prefeito ou mesmo seus parentes, tem apoio da administração que colocou o serviço jurídico da prefeitura para defende-los e juntos lutam para ganhar mais investindo pouco as custas da verba da educação.
A TV Alterosa programa retorno a Monte Azul para verificar se nesse ano a situação teve alguma mudança.

Internautas atleticanos e presidente do galo se revoltam contra matéria da revista Placar

A matéria intitulada “Galo forte e… gastador”, publicada na edição de fevereiro da Placar, causou a indignação do presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, e dos torcedores do clube mineiro. O dirigente afirmou, em nota publicada no site oficial do clube, que a reportagem foi “covarde” e que os profissionais da revista são “irresponsáveis”. No Twitter, torcedores criticaram a publicação e os termos “Revista Placar”, “#placarmentirosa” e “Chupa Placar” chegaram a figurar no Trending Topics Brasil do microblog.
O texto da revista afirma que o clube tem uma divida de quase R$ 300 milhões e que pode perder um de seus patrimônios, o shopping Diamond Mall (avaliado em R$ 450 milhões) para o ex-presidente do time, e principal acionista do BMG, Ricardo Guimarães. Na matéria, há o questionamento de onde vem o dinheiro que o Atlético Mineiro gasta em contratações e salários. A publicação também traz fontes que afirmam que o próprio Guimarães é quem está por trás de todo o dinheiro do clube e que o valor pago de multa rescisória com Vanderlei Luxemburgo foi de R$ 20 milhões.
Kalil diz que a matéria foi conduzida de “forma infeliz” e que a revista usou o Atlético Mineiro “para atingir quem sequer foi ouvido” (BMG e Ricardo Guimarães). O dirigente também cita que a publicação poderia ter contato com profissionais do clube, mas que “lamentavelmente, preferiu ouvir alguns que não têm a mínima condição de falar sobre essa administração”.
“Essa matéria não é investigativa, não é informativa, e sim sensacionalista e mentirosa, uma pena. Poderia ter falado de um Galo que se encontra estruturado, equacionado e pronto para vencer. Mas, preferiu usar o Atlético para atingir quem sequer foi ouvido, mas citado diversas vezes (...) O Banco BMG e o Sr. Ricardo Guimarães fazem no nosso clube e em outras dezenas de agremiações o que entendem ser importante para a empresa”, afirmou o presidente do Atlético Mineiro.
Posição da revista
Entretanto, em seu perfil no Twitter, o redator-chefe da revista Placar, Arnaldo Ribeiro, informou que a reportagem da revista tentou ouvir todas as partes. Ele ressalta que o próprio Alexandre Kalil foi entrevistado e que Ricardo Guimarães não foi contatado porque estava no exterior.
“Para deixar claro. Ouvimos, claro, o Kalil para a matéria da Placar e conversei há pouco com ele de novo. Conversa de alto nível, por sinal”, afirmou Ribeiro.
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Gestores da saúde de Montes Claros garantem: se não resolver com reunião haverá intervenção federal

Devido às dificuldades ora vivenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros em relação à prestação de serviços de saúde no município, a Promotoria Pública de Montes Claros promoveu na última terça-feira uma reunião para debater sobre os problemas e buscar possíveis soluções para que o atendimento à população seja regularizado.
Participaram do encontro, que aconteceu na sede da Promotoria de Montes Claros, representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Gerência Regional de Saúde de Montes Claros (GRS-MOC), Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgências Norte (CISRUN), Colegiado de secretários municipais de saúde do Norte de Minas (Cosems), Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Municipal de Saúde e prestadores de Montes Claros.
A reunião, proposta pelo Conselho Municipal de Saúde, teve como principal tema a superlotação nos prontos-socorros e o repasse de recursos aos hospitais de Montes Claros. De acordo com o secretário municipal de saúde de Montes Claros, José Geraldo Drummond, a prefeitura está com dificuldades em manter a regularidade do repasse de recursos aos hospitais. “Além disso, há uma grande dificuldade em contratar médicos para os plantões nas unidades básicas de saúde, o que faz com que a demanda nos hospitais aumente muito além de sua capacidade. Também é grande o número de pacientes de outras cidades que sobrecarregam ainda mais os hospitais”, justifica.
Os gestores dos hospitais, por sua vez, dizem que sem receber o repasse do recurso não é possível manter o atendimento e que, devido ao baixo valor da tabela da SUS, também enfrentam dificuldade em contratar médicos para fechar a escala de plantões.
O conselheiro Roberto Coelho diz que esse impasse já perdura por muito tempo e é preciso que cada ator do sistema assuma seu papel.
- O único prejudicado é o cidadão que fica horas, às vezes dias, esperando por atendimento – lamenta Roberto, que no Conselho representa o usuário.

GARANTIA DOS SERVIÇOS PACTUADOS
A representante da GRS-MOC, Marlúcia de Fátima Maia, responsável pela regulação de pacientes na região, explica que os pacientes que vêm de outras cidades para Montes Claros tiveram seu atendimento previamente autorizado, através de pactuação entre as secretarias de Saúde de Montes Claros e de seu município de origem.
- Como a capacidade instalada dos hospitais de Montes Claros é maior, a secretaria municipal de Saúde pactua com os outros municípios para que alguns serviços de maior complexidade sejam realizados em Montes Claros, recebendo o pagamento referente a esses serviços. No caso de demanda espontânea, em que o paciente busca pelo atendimento por iniciativa própria, os hospitais atendem de acordo com os serviços para os quais são referenciados– esclarece.
Marlúcia explica que somente em casos de urgência e emergência é que os hospitais têm o dever de receber o paciente, independentemente do serviço para o qual é referenciado.
- Somente depois de estabilizado é que o paciente poderá ser transferido para outra unidade hospitalar, podendo inclusive ser transportado por uma unidade do SAMU, dependendo da gravidade do caso – completa.

REORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
O representante da SES-MG, Rasível Santos Reis Jr, coordenador estadual de Urgência e Emergência e UTI, explica que a melhor alternativa para reduzir a sobrecarga dos hospitais é que cada município reorganize a atenção primária e faça a classificação de risco. “Desta forma, os pacientes classificados como pouco urgentes e não urgentes serão atendidos nas unidades básicas de saúde, evitando, assim, a sobrecarga nos hospitais – explica.
Montes Claros possui atualmente 59 equipes de Saúde da Família, implantadas o que representa uma cobertura em torno de 56%. Em 2010, o município recebeu como incentivo do Estado para manutenção da atenção primaria cerca de R$ 1.000.000,00 além de incentivos da União.

ENCAMINHAMENTOS
Durante a reunião, depois de um amplo debate, o promotor Paulo Vinicius de Magalhães Cabreira solicitou que a secretaria de Saúde de Montes Claros tome uma posição em relação ao repasse dos recursos devidos aos hospitais e apresente uma programação para dar continuidade à transferência desses recursos.
Também ficou decidido que o Comitê Gestor da Rede de Urgência e Emergência promova uma discussão técnica sobre regulação de pacientes, de forma a redefinir o fluxo de transferência inter-hospitalar de pacientes, visando desafogar os prontos-socorros de Montes Claros.
O prazo dado pelo promotor para que os encaminhamentos sejam realizados é de uma semana. A reunião do Comitê será realizada no dia 15 de fevereiro. O Conselho Municipal de Saúde garantiu que se a saúde no município não for regularizada, será feita uma notificação ao Ministério da Saúde, pedindo uma intervenção federal no setor.

com informações da
Assessoria de Comunicação Social
Rede de Urgência Norte
CISRUN / SAMU Macrorregional
(38) 3218-3536  / 9904-3014
acs.moc@saude.mg.gov.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

100ª unidade da rede Farmácia de Minas inaugurada em Lontra


A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) inaugurou na manhã desta sexta-feira, 28/01, mais uma unidade da Rede Farmácia de Minas no Estado. A nova unidade está instalada em Lontra, no Norte de Minas. Até o momento em Minas Gerais estão sendo mantidas 99 Unidades da Rede e esta é a 100ª inaugurada. A Farmácia é reconhecida como estabelecimento de saúde e referência na prestação de serviços farmacêuticos e distribuição gratuita de medicamentos para a população.
Durante a solenidade, o prefeito de Lontra, Ildeu dos Reis Pinto disse que o investimento do Governo do Estado na saúde do Norte de Minas tem feito a diferença. “A inauguração desta unidade da Farmácia de Minas representa mais um instrumento no trabalho pela melhoria da qualidade de vida da população de Lontra. Escolher a farmácia de número 100, que é um marco do programa no Estado, para ser inaugurada em nosso município é motivo de orgulho para nós”, comemorou.
Para a secretária de Saúde de Lontra, Maria Irene Antunes Arcoverde, a Farmácia vai dar mais comodidade à população. “Há muito que precisávamos de um espaço físico onde pudéssemos realizar além de serviços básicos de saúde, como aferição de pressão, glicemia capilar, anamnese de pacientes, que fosse adequado para armazenar e dispensar medicamentos. Além disso, a farmácia garante a fixação do profissional farmacêutico na cidade”, pontua.
Na construção da unidade de Lontra, cidade localizada às margens da BR 135, a aproximadamente 110 Km de Montes Claros, foram investidos 70.534,81, sendo R$ 55.000,00 recursos  do Governo Estadual, contrapartida do município no valor de R$ 15.534,81  e doação de equipamentos no valor de R$  20.375,85. A população a ser beneficiada pela unidade é de 8.431 pessoas.
“Cada vez que inauguramos uma unidade da Rede, é como a realização de um sonho, afinal, mais do dispensar medicamentos, a Farmácia de Minas significa a democratização do acesso à assistência farmacêutica, com profissionais qualificados, local bem estruturado e propício para o atendimento”, analisa Daniel Faleiros, assessor técnico da Superintendência de Assistência Farmacêutica da SES-MG.
Segundo Daniel Faleiros, neste ano ainda ficarão prontas para atendimento da população 180 unidades que estão com as obras já iniciadas. O projeto ainda prevê a inauguração de 600 novas farmácias para os próximos anos, podendo beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas.
com texto e fotos de Jerusia da GRS
 

Atualidades ferroviarias


Material sucateado da RFFSA vai a leilão
01/02/2011 - Valor Econômico
Lá se vão quase 15 anos desde que os trilhos e trens da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) passaram para as mãos das concessionárias. Essa mudança de rumo estancou os rombos financeiros causados pela estatal que controlava a malha de transporte de cargas e passageiros do país. Mas os problemas da RFFSA prosseguem. A herança atual da Rede ainda carrega milhares de ações trabalhistas e um déficit operacional superior a R$ 13 bilhões, uma história de absurdos que parece não ter fim.
Um capítulo dessa história está guardado dentro de grandes caixotes de madeira, em um galpão em Campinas (SP). Ali estão 48 locomotivas que nunca rodaram um metro sequer sobre os trilhos do país. A aquisição feita em 1974 era uma aposta nos modelos elétricos de locomotivas, uma reação à crise do petróleo. As máquinas zero quilômetro, importadas da França, não chegaram a sair da caixa. Hoje elas valem o quanto pesam. Ou até menos que isso. O quilo do ferro custa em média R$ 0,30. Com sorte, o governo talvez consiga vender por uns R$ 0,20 o quilo.
O que aconteceu é que os modelos elétricos não são mais usados no país, saíram de linha há muito tempo, diz Geraldo Lourenço, diretor de infraestrutura ferroviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O que podemos tentar é fazer um leilão internacional. A Índia e alguns países árabes ainda usam esse tipo de locomotiva, comenta.
Sejam novos ou usados, o fato é que grande parte dos ativos que pertenciam à Rede - e que desde 2007 passaram para o controle da União com a extinção definitiva da estatal - já não vale o troco do que custaram aos cofres públicos. Todo esse patrimônio sucateado vai ser leiloado. A tarefa está nas mãos do Dnit, órgão do Ministério dos Transportes que assumiu a gestão de todo o patrimônio não operacional da Rede, legado que não entrou nos contratos de arrendamento com as concessionárias.
No próximo mês, o Dnit deve realizar os primeiros leilões desde que assumiu a função. Só em São Paulo serão leiloados 1,3 mil vagões de carga sucateados. O preço do abandono e da falta de planejamento de 30 anos atrás vai ser incluído na fatura. Se o governo conseguir fechar essa venda por um preço considerado bom - aproximadamente R$ 0,20 o quilo -, vai arrecadar algo em torno de R$ 3,9 milhões. Daria para comprar apenas 63 vagões novos. E só.
Outros milhares de vagões sucateados devem ser licitados em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Ao todo, estima o Dnit, há cerca de cinco mil vagões para serem vendidos como ferro velho. Centenas de locomotivas sucateadas também irão a leilão, além de partes que estão espalhadas em dezenas de almoxarifados pelo país. Em Minas, na cidade de Cruzeiro, há 231 motores de locomotivas elétricas, todos na caixa, sem uso. Tudo isso vai a leilão, diz Lourenço.
Enquanto vende os bens para o ferro-velho, o governo tenta dar fim ao labirinto de processos trabalhistas que envolvem a estatal. A situação não poderia ser mais complicada. Em 2007, a Advocacia-Geral da União (AGU) assumiu a responsabilidade de dar jeito no imbróglio jurídico. À época, estimava-se que havia 42 mil processos contra a Rede. Mas a situação se revelou muito pior. Quando conseguimos finalmente reunir as informações, percebemos que, na verdade, se tratavam de 62 mil processos, afirma Mario Guerreiro, diretor do departamento trabalhista da AGU.
O risco estimado de pagamento desses processos somava R$ 8 bilhões, mas, segundo Guerreiro, esse valor certamente está subestimado. Nos últimos quatro anos, a AGU conseguiu reduzir o número de processos para 38 mil ações. O problema é que novas ações são movidas todos os anos. Não houve paralisação. Recebemos cerca de mil processos novos por ano. Em Minas Gerais, por exemplo, um sindicato que representa cerca de 800 funcionários pede indenização de R$ 1 bilhão, comenta Guerreiro.
Criada em 1957, a RFFSA chegou a ser a maior empresa pública do país, à frente da Petrobras. Antes de passar pelo processo de desestatização, realizado entre 1992 e 1996, a Rede tinha 148 mil funcionários. A realidade é que era um grande cabide de emprego, diz Geraldo Lourenço, do Dnit.
Em 2007, com a extinção da estatal, o governo assumiu o seu espólio e as dívidas da empresa, ocasião em que o prejuízo acumulado era de R$ 17,6 bilhões. Boa parte do patrimônio aproveitável foi transferido para as concessões, mas o que restou ficou praticamente abandonado. Desde o fechamento da RFFSA, nos anos 90, o setor privado já investiu R$ 22 bilhões.
Numa das visitas que fez ao almoxarifado de Campinas, Geraldo Lourenço conta que, ao entrar no galpão, viu uma curiosa caixa de ferro no chão. Estava lacrada. Abriu a caixa e encontrou centenas de pinos dourados. Mandou checar o que era aquilo. Eram peças banhadas a ouro, usadas em controle das locomotivas francesas que não podiam oxidar. Achou outras duas caixas iguais, repletas dos pinos. Com ajuda da Polícia Militar, o Dnit transferiu as caixas para um cofre que cuida dos pertences da Rede. Tudo está sendo devidamente catalogado e avaliado. A chamada inventariança, criada para fazer o levantamento dos bens da RFFSA, ainda não concluiu sua análise.
Para Mário Guerreiro, da AGU, ainda há muito trabalho e gastos pela frente. Difícil dizer quando tudo isso vai terminar. É um trabalho sem prazo.

Turismo dá nova vida à velha locomotiva
Nem tudo é só lamento no espólio da Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Parte do que ficou de pé e que ainda pode ser utilizado vem sendo analisado pelo governo para alimentar projetos de passeios históricos. À frente dessa iniciativa está o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com os ministérios da Cultura, do Turismo, além do Dnit e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo José Cavalcanti, coordenador técnico de patrimônio ferroviário do Iphan, atualmente há cerca de 20 projetos em análise na autarquia para instalação de trens turísticos em municípios. A ideia é espalhar iniciativas de sucesso como a do trem do vinho, em Bento Gonçalves (RS) e o passeio da Serra Verde Expressa, entre Curitiba e Morretes. Essas ferrovias já em operação, inclusive, recebem hoje peças do patrimônio da Rede, comenta Geraldo Lourenço, diretor de infraestrutura ferroviária do Dnit.
A empreitada, que teve início no fim de 2009, já tem resultados. No ano passado foi criado o passeio do Trem da Serra, no Espírito Santo, onde uma litorina que estava sucateada há mais de 12 anos sobe lentamente a serra. No trajeto, chega a usar a injeção de areia para evitar deslizamento.
No ano passado, conta Lourenço, também foi criado o Expresso do Pantanal, que sai da capital do Mato Grosso do Sul, passando por Bonito. A ideia é ampliar o trajeto até a fronteira com o Paraguai. Outro passeio que deve entrar em operação neste ano é o Expresso Pai da Aviação, tocado pela ONG Movimento Nacional Amigos do Trem. O passeio vai cortar as serras mineiras do município de Santos Dumont, até Juiz de Fora.
O levante das marias-fumaças levou o governo a montar uma escola para formação de mão-de-obra especializada em ferrovias. Está em funcionamento em Santos Dumont um curso de operador ferroviário e recuperador de peças, onde já se formaram 30 alunos. Segundo o Dnit, Araraquara (SP) já se candidatou para montar uma escola nos mesmos moldes.
O governo também está buscando parceria com a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), diz Lourenço. Quando ocorreu a desestatização da companhia, boa parte das locomotivas e vagões de época foi repassada para a ABPF.

Brasil exporta ferro e importa trilho, ou seja, ¨ leva ferro ¨.

Segundo uma publicação do dia 28/01/2011 do Guia Global, em 2010 a Vale- vendeu cerca de US$ 28 bi em minério de ferro bruto, fundamentalmente para a China, a um valor médio de US$ 130 a tonelada e
em compensação o país acaba de lançar um edital internacional para adquirir fundamentalmente da China e leste europeu-- 244,6 mil toneladas de trilhos, ao preço médio de US$ 864 a tonelada - quase sete vezes o valor do minério bruto embarcado. 
A fabricação própria viabiliza-se, segundo os especialistas, a partir de uma demanda de 500 mil toneladas de trilhos/ano. O Brasil chegou a 496 mil toneladas em 2010. Mas é só o começo. O país mobiliza o maior investimento ferroviário dos últimos 40 anos, com expansão prevista de 20 mil kms de malha até 2025, conforme o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT). Projetos já em andamento, incluídos no PAC 2, somam mais 3.757 km até 2014.
A montagem de uma fábrica de trilhos requer investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão. Em 1996, um ano antes de privatizar a Vale do Rio Doce , o governo Fernando Henrique Cardoso desativou também o laminador de produção de trilhos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Fez barba e bigode: entregou o minério bruto e inviabilizou a agregação de valor local. A Vale foi privatizada por R$ 3,3 bilhões, em 1997.
Atualizado, o valor corresponde ao lucro líquido da empresa obtida apenas em um trimestre (o 3º) de 2010. O lucro seria mais que suficiente para implantar uma fábrica de trilhos, algo que a empresa, dirigida pelo tucano Roger Agnelli, desde 2001, jamais cogitou.
Em matéria de ferro/trilho estamos ainda na época da colônia, e em matéria de governo tínhamos até os mandatos de FHC um reinado, e no governo Lula uma imbecibilidade por manter um tucano na CSN.
No governo federal qualquer tucano com poder no âmbito ferroviário representa atraso imensurável. Desde a época da Arena que a ¨raça¨rouba as oportunidades de desenvolvimento da ferrovia no Brasil.