terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Novos vereadores vão custar R$ 26,8 mi por ano em Minas

Segundo o Jornal Estado de Minas de hoje,25,muitas cidades poderão ter aumento de cadeiras nas camaras municipais. Tudo por causa do aumento da população, registrado pelo último censo.
As câmaras municipais estão autorizadas a criar 7.816 vagas de vereador em todo o Brasil, 836 delas em 236 cidades de Minas. Para que os cargos estejam em disputa nas eleições de outubro de 2012, basta que sejam incluídos nas leis orgânicas dos municípios até setembro, um ano antes do pleito. O custo com os novos parlamentares será de pelo menos R$ 251,6 milhões anuais no país e de R$ 26,8 milhões no estado.
Parece até que a população está satisfeita em bancar os politicos, pois se levarmos em consideração que em breve todos os deputados estaduais e vereadores estarão acompanhando o aumento que os deputados federais se deram as disputas pelos salários nas eleições de 2012 vai pegar fogo.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza vai apoiar 18 novos projetos de conservação da biodiversidade

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza vai apoiar 18 novos projetos de conservação da biodiversidade a partir de janeiro de 2011.
Ao todo, a organização vai doar R$ 514 mil, que serão distribuídos ao longo do período de duração dos projetos, que pode variar de um a dos anos.
Os novos projetos que serão financiados pela Fundação Grupo Boticário foram selecionados de uma lista de 131 propostas inscritas no edital de apoio a projetos do segundo semestre de 2010. Eles serão desenvolvidos em 15 estados e contemplam o ambiente marinho e cinco dos seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, Amazônia, Pampa, Cerrado e Caatinga).

Apoio a projetos
A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza foi uma das primeiras instituições nacionais ligadas à iniciativa privada a financiar projetos de conservação da biodiversidade brasileira. Em 20 anos de atuação, completados em 2010, quase US$ 10,3 milhões já foram doados para 1248 projetos de cerca de 400 instituições de todo o Brasil. A intenção é impulsionar o desenvolvimento científico no Brasil, ampliando o investimento em conhecimento científico e contribuindo para manter os ciclos ecológicos vitais para o equilíbrio no planeta.
Os resultados obtidos pela organização ratificam a importância dos projetos e do financiamento de pesquisas nesse período. Ao todo, as pesquisas apoiadas contribuíram para a descoberta de 38 novas espécies de plantas e animais,bem como a proteção de 164 espécies ameaçadas de extinção. Quatro das espécies descobertas receberam, inclusive, o nome Boticário em homenagem à instituição, como o peixe anual Aphyolebias boticario. Ainda por meio do apoio a projetos, a Fundação Grupo Boticário também financiou a criação, proteção ou manejo de 233 unidades de conservação no Brasil.
A Fundação Grupo Boticário recebe, até o dia 31 de março, inscrições para o edital de apoio a projetos do primeiro semestre de 2011. Podem concorrer ao financiamento projetos de organizações não-governamentais ou fundações ligadas a universidades que contribuam efetivamente para a conservação da natureza no Brasil. As inscrições devem ser feitas no site da Fundação Grupo Boticário (www.fundacaoboticario.org.br), no link “O que fazemos > editais”.

R$ 2,3 milhões para turismo sobre trilhos

24/01/2011 - O Globo
O Sebrae irá desenvolver até 2012 uma série de ações com o objetivo de valorizar e revitalizar 24 itinerários turísticos feitos por trens, além de tornar mais competitivas cerca de 700 micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, presentes nas proximidades ou nas estações desses destinos. Para isso, serão investidos R$ 2,3 milhões. O projeto será feito em parceria com a Associação Brasileira de Trens Turísticos e Culturais (ABOTT).
As ações serão desenvolvidas nos estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Santa Catarina, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul e fazem parte do projeto “Desenvolvimento da Competitividade e Gestão dos Operadores e Empreendimentos de Trens Turísticos”. Entre os mais conhecidos estão o Trem do Corcovado (RJ), Trem do Pantanal (MS), Trem do Forró (PE) e o Trem da Serra do Mar (PR).
O convênio das duas entidades teve início em fevereiro de 2010. Desde então, ações passaram a ser implementadas, entre elas a realização de um planejamento estratégico com a participação de representantes das operadoras de trens turísticos, micro e pequenas empresas, unidades locais do Sebrae, prefeituras, secretarias de turismo, entre outros parceiros.
A partir do mês de fevereiro, cerca de 480 empreendedores e empresários serão capacitados, segundo informou o consultor do Projeto Trem é Turismo, Luiz Carlos Barboza. “Metade desse público é informal. Eles receberão orientações de como se formalizar e passarão por um diagnóstico inicial, capacitação, consultoria direta, além de oficinas para troca de informações”, explica Barboza. As principais atividades do público são, principalmente, venda de souvenirs e gastronomia.
Foram realizadas 24 oficinas, uma em cada destino. Cada um desses roteiros também conta com um agente local, responsável por mobilizar empresários locais e parceiros e fazer agendamento das oficinas e consultorias. “Embora estejamos falando de uma atividade da época imperial, o projeto é inovador. O próximo passo é implantar centrais de negócio, visando foco no mercado”, afirma o coordenador nacional de turismo do Sebrae, Dival Schmidt.

100ª unidade da rede Farmácia de Minas será inaugurada em Lontra


O prefeito Ildeu dos Reis Pinto, do município de Lontra, deu sorte e esta feliz igual pinto no lixo. Na próxima sexta-feira, 28, às 10 horas, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) inaugura mais uma unidade da Rede Farmácia de Minas no Estado, exatamente no município de Lontra, no Norte de Minas. O Secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques poderá marcar presença no evento.
Até o momento em Minas Gerais estão sendo mantidas 99 Unidades da Rede e esta é a 100ª a ser inaugurada.
A Farmácia
Implantado em municípios com população máxima de 30 mil habitantes, o programa Farmácia de Minas coloca a Rede como um novo formato de assistência farmacêutica no SUS, sendo a Farmácia reconhecida como estabelecimento de saúde e referência na prestação de serviços farmacêuticos e distribuição gratuita de medicamentos para a população.
Na Norte de Minas já foram instaladas oito unidades da Rede, nos municípios de Claro dos Poções, Cônego Marinho, Riacho dos Machados, Santa Cruz de Salinas, São Romão, Luislândia e Jequitaí, e está confirmada a inauguração de mais uma unidade ainda no início deste ano no município de Taiobeiras.
Para estruturação da Farmácia, os municípios recebem um incentivo de R$ 55 mil para construção e 13 parcelas de R$ 1.200,00 ao ano para complementação salarial do profissional farmacêutico, responsável pela unidade, além da doação de todo o mobiliário, equipamentos e bibliografia no valor de até R$ 35 mil. O município também tem à disposição um software, o Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica (SiGAF), que ajuda no gerenciamento da Farmácia, bem como de toda a rede.
Para 2011 ainda ficarão prontos para atendimento da população 180 unidades que estão com as obras já iniciadas. O projeto ainda prevê a inauguração de 600 novas farmácias para os próximos anos, podendo beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas.
Unidade de Lontra
Na construção da unidade de Lontra, cidade localizada às margens da BR 135, a aproximadamente 110 Km de Montes Claros, foram investidos 70.534,81, sendo R$ 55.000,00 recursos  do Governo Estadual, contrapartida do município no valor de R$ 15.534,81  e doação de equipamentos no valor de R$  20.375,85. A população a ser beneficiada pela unidade é de 8.431 pessoas.

Muniçao apreendida em loja ferragista.


A Polícia Militar em Porteirinha, após recebimento de denúncia anônima, solicitou mandado de busca e apreensão a ser cumprido no Comércio Ferragista Porteirinha LTDA, de propriedade do Sr. Leonardo Machado. As informações obtidas através da denúncia era de que naquele local se comercializava boa parte das munições utilizadas nas armas de fogo ilegais na cidade de Porteirinha.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os militares encontraram nas prateleiras do estabelecimento farta quantidade de munições de vários calibres: 50 munições calibre .38, 50 munições calibre .32, 25 munições calibre .22 (Hollow-port), 429 munições calibre .22 (expansiva),  147 munições de calibre 32 de espingarda, dentre outros.
O proprietário do estabelecimento e dos materiais foi preso e entregue na delegacia de polícia juntamente com todo o material apreendido.
Participaram da ocorrência os seguintes militares: 1º Tenente Leal, Sargento Josdag, Sargento Dias, Cabo Donizetti, Cabo Campanha, Cabo Araújo, Soldado Gusmão, Soldado Naques e Soldado Vazary.
 ENVIADA PELO 1º TEN LEAL

sábado, 22 de janeiro de 2011

Secretário Gil Pereira visita construção da fábrica de calçados em Capitão Enéas


Numa das primeiras ações à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), o secretário Gil Pereira visitou as novas instalações da fábrica Marluvas Calçados Profissionais, empresa especializada na fabricação de calçados de segurança, na cidade de Capitão Enéas, no Norte de Minas.
A Marluvas é uma empresa especializada em calçados de segurança, que opera no sudeste do Brasil. Empresa modelo de indústria altamente moderno,foi fundada em 1972 pelo atual presidente, Antônio Marcelo Arruda.
A Marluvas fabricava diversos produtos como luvas, origem do nome da empresa, perneiras, aventais e outros. Mas, desde 1976, se dedica exclusivamente à produção de calçados de segurança. Adquirindo "know how" e aperfeiçoando técnicas especiais, a Marluvas é referência mundial no segmento de calçados de segurança com certificados: ISO 9001, Superfor, TÜV, ABNT, IBTeC.
A Marluvas vem fazendo investindo em equipamentos, treinamentos e sistema de produção que possibilitem seu crescimento , e investe em nova fabrica que está sendo construída em Capitão Enéas, Norte de Minas Gerais. A nova unidade industrial é para suprir a demanda com a expansão das vendas para o Mercosul e Europa.
A sede da empresa, localizada na Rodovia de Dores de Campos, Minas Gerais, próxima a três importantes cidades do cenário nacional: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo e ocupa uma área aproximada de 75 mil metros quadrados, sendo 12 mil de área construída. Emprega cerca de 1.300 funcionários diretos e tem representantes em todas as regiões do país.
O novo empreendimento em Capitão Enéas contou com investimento inicial da ordem de R$ 9 milhões, dos quais R$ 2 milhões em participação do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede). As obras começaram em outubro de 2010, com previsão para término em abril de 2011. Serão gerados inicialmente 420 empregos diretos, totalizando mil empregos, gerados num prazo de dois a três anos. A partir de julho de 2011 a unidade produzirá cinco mil pares de calçados por dia.
Para o secretário Gil Pereira, o empreendimento é de grande importância, não só para Capitão Enéas, mas para toda a região. “É um novo foco onde a Sedvan vai persistir, com mais empreendimentos desse porte para as cidades norte mineiras”, informou. (Fonte: Ascom/Governo de Minas e sitio da Marluvas).

Festas & Eventos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Amigos caninos


Ao ver na mídia nacional as noticias do vira-lata que ajudou a resgatar os corpos de seus donos, soterrados durante a chuva no interior do Rio de Janeiro, e depois a polemica de não ter saído de perto da sepultura deles veio-me na lembrança a historia de dorlí.
Dorlí era um vira-lata muito parecido na forma e tamanho com ¨caramelo¨, o cão destacado pela mídia por ter ajudado no resgate dos corpos dos donos. Sua cor não era marrom, mas um creme meio acinzentado.
Conheci dorlí quando eu tinha 3 anos de idade e seu dono, meu avô materno Juca Fernandes, se encontrava acamado e em fase terminal. Minha mãe acabava de se separar de meu pai e tínhamos vindo de trem de Belo Horizonte até Montes Claros e daqui apanhamos o ônibus de Zinzin até Francisco Sá, terra da minha família materna. Transcorria então o ano de 1963.
Amigo inseparável de meu vô Juca, dorlí estava sempre onde seu dono estivesse na região do nosso Brejo das Almas e somente se separava quando meu avô viajava, pois esse era caminhoneiro e transportava com seus caminhões o algodão da região até as fabricas de tecido da cidade de Montes Claros e redondezas ou embarcando sua carga no trem, de onde recarregava com sal e cereais para abastecer as ¨vendas¨ do Brejo.
Quando alguém procurava por meu avô Juca em nossa casa, ao lado da prefeitura de Francisco Sá, dona Maria de Juca, minha Vó, falava ¨Ele tá por aí. Vai no comercio e vê onde dorlí ta na porta que Juca vai ta lá dentro¨.
Com o dono acamado dorlí não mais saia de casa. Estava sempre perambulando pela casa e pelo quintal e sempre indo até a porta do quarto de meu avô, dando uma ëspiadela¨ para conferir que seu amigo lá estivesse.
Em março de 1964, não sei precisar o dia, meu avô estava mal em seu leito de morte e dorlí na porta do quarto ganindo baixinho. Chorava.
No corre, corre de chamar o medico e também ao militar auxiliar de enfermagem de nome Josefino, que dava assistência e aplicava as injeções contra as fortes dores do câncer de estomago que aos poucos ceifava a vida meu vô Juca, alguém teve que acorrentar dorlí no quintal, no tronco do abacateiro, pois o cão já ladrava e uivava a toda altura que sua dor permitia.
No velório muitos choravam também por escutar dorlí, que chorava e se debatia nas correntes, somente acalmando um pouco quando alguém da família ia até a sombra do abacateiro conversar com o ¨melhor amigo do homem¨.
Eu, menino então com 4 anos de idade, também me sentia abandonado e perambulava pela casa sem compreender o que se passava.Na hora que o cortejo fúnebre saiu da casa rumo ao cemitério fiquei meio que abandonado e não acompanhei os que carregaram o caixão. Depois de sentir a casa vazia, cujo som passou a ser unicamente os de dorlí, que então constrangia o ambiente em gritos de desespero, foi que resolvi ir ver o que acontecia no cemitério.
Com minhas pernas de menino que demora para percorrer os cerca de um quilometro, que separava a casa construída pelo meu avô e sua morada final, embora sua casa e o cemitério estivessem na mesma avenida.
No portão do cemitério encontrei minha mãe que saia chorando copiosamente amparada pelo meu Tio Osvaldo e pelo enfermeiro Josefino. Estava ela se abraçando comigo quando dorlí passou correndo junto a nós e se adentrou no cemitério em debelada carreira  arrastando um pedaço da corrente quebrada.
Cheirando o cão foi diretamente ao sepulcro que onde o corpo jazia enterrado e deitou na terra fofa da sepultura. Ali dorlí passou a residir até o final de sua vida em 1967.
Nos primeiros meses após a morte de meu avô dorlí passava o dia em sua antiga residência e desaparecia a noite e depois que minha mãe minha avó resolveram se mudarem para São Paulo, e logo depois retornarem para Montes Claros, onde viveram pelo resto de suas vidas, Dori passou a aparecer na casa de minha Tia Conceição e ás vezes na do meu tio Oscar na hora das refeições e retornava ao pé da carneira construída sobre o tumulo de seu amigo.
No ano de sua morte vi dorlí pela última vez no mês de julho, minhas primeiras férias escolares da escolinha que funcionava no fundo da igreja adventista no bairro São José, e que escolhi ir ao Brejo.Dorlí estava com uma ferida enorme no lado direito de sua boca que deixava a mostra toda sua dentição. Condoído perguntei a minha tia o que era aquilo e na época ela alegou ser o câncer de me avô que o animal tinha pegado ao remexer a terra da sepultura. Disse me ela que muitos cachorros estavam sendo mortos pois com o excesso de animais na rua algumas pessoas estavam envenenando carnes ou colocando vidro moído e jogando aos cães, mas para dorlí ninguém jogava ¨bola¨, como era chamado a comida que matava a cachorrada, pois todos tinham pena do mesmo.
Por ter vivenciado esse fato, então, não me surpreende ao ler a noticia do ¨caramelo¨que estava ao lado do tumulo e seus donos.
Sempre concordei com a frase ¨Amor a todos os animais, até aos racionais¨.

STM/SP estuda trens regionais


Revista Ferroviária -20/01/2011
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos em conjunto com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) lançou um estudo preliminar para restabelecimento de ligações ferroviárias regionais.
O estudo avalia as necessidades de cada cidade para receber os trens de passageiros, como: demanda, impacto ambiental, além do tipo de material rodante para condições adversas como curvas e descidas. As cidades avaliadas para receber o serviço são: Santos, Sorocaba, Campinas, Jundiaí e São José dos Campos.
A idéia é utilizar trens com velocidades médias entre 120 e 150 km/h, que façam viagens entre 45 e 55 minutos. Os estudos preliminares são o “ponta pé inicial” para a elaboração de editais para projetos e futuras obras de implantação dos trens regionais.
O edital para os estudos do eixo São Paulo-Sorocaba foi publicado em 29/10 e aguarda propostas das empresas. A licitação para estudo do traçado São Paulo-Santos foi aberta em 31/12, mas no dia 5 de janeiro foi publicado seu adiamento por tempo indeterminado devido à necessidade de adequação ao decreto estadual 56.565, que alterou as regras para a aprovação e contratação de projetos básicos de obras e serviços de engenharia e arquitetura. Os demais editais estão sendo elaborados.

Brasil continua campeão do mundo em juros.


Com a decisão do Copom de elevar a taxa Selic de 10,75% para 11,25% ontem à noite, o Brasil manteve sua posição na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta. O país tem agora uma taxa de 5,5% ao ano, descontada a inflação pelo IPCA projetada para os próximos 12 meses. O 2º colocado, a Austrália, tem 1,9% de juro real ao ano. Na 3ª posição está a África do Sul, com 1,8% anual, segundo a corretora Cruzeiro do Sul. 
Para sair do topo do ranking de juros, o Brasil precisaria reduzir a taxa dos atuais 11,25% para 7,75% ao ano, segundo a corretora. Mas especialistas veem como muito remota a possibilidade de isso ocorrer a curto prazo por causa da aceleração da inflação.

Banco alemão financiará 120 milhões de euros para Cemig.

O banco alemão de desenvolvimento KFW deve anunciar nas próximas semanas uma cordo com o BNDES de 52 milhões de euros para financiar projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com capacidade para produzir até 20 megawatts de energia. A instituição alemã também está finalizando um acordo de eficiencia energetica com a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), no valor total de 120 milhões de euros, que será anunciado no começo do mês que vem.
Os novos financiamentos ao Brasil foram anunciados na semana passada pelo diretor do KFW para América Latina e Caribe, Rudger Hartmann, em um dos eventos paralelos da Conferência do Clima (COP-16), o Green Solutions.
Hartmann também anunciou investimentos de 18 milhões de euros para o Fundo Amazônia. Além disso, o banco está fechando parcerias para instalar iluminação fotovoltaica (energia solar) nos estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Projetos de eficiência energética já foram instalados nos estádios Mineirinho e Mineirão, em Minas Gerais.
Com estabilidade política e econômica, o Brasil tem uma posição de destaque entre os países da região para atrair investimentos do banco. De um total de C 4,5 bilhões, 20% são destinados a projetos de combate às mudanças climáticas.
Na região das Américas, o Brasil recebe cerca de 20% dos recursos do banco. “O fato de ter segurança macroeconômica e estabilidade política ajuda bastante as parcerias com o Brasil”, disse Hartmann, que não comentou a possível criação na COP-16 de um grande fundo financeiro, batizado de Fundo Verde. A Eletrobras já tem um acordo com o banco e recebe 50 milhões de euros para financiar pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em Santa Catarina.

Fonte: Portal do Itamaraty / Ministério das Relações Exteriores

Câmara pode obrigar Aneel a decretar reembolso pela Cemig de cobrança indevida


Segundo cálculos do TCU, distribuidoras teriam praticado cobrança indevida; agência negou reembolso, mas parlamentares questionam decisão
Mais de um ano após seu término, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Tarifas de Energia ainda rende. Em seu relatório final, os parlamentares pediam à Agência Nacional de Energia Elétrica que cobrasse das distribuidoras de energia a devolução aos consumidores de cerca de R$7 bilhões que teriam sido cobrados indevidamente. De acordo com apontamento do Tribunal de Contas da União (TCU), uma falha na metodologia de cálculo das tarifas pela Aneel teria resultado no pagamento de R$1 bilhão a mais pelos clientes das empresas todos os anos, desde 2002.
No final do ano passado, a Aneel decidiu arquivar o processo em que se discutia a possibilidade de reembolso do montante. De acordo com o diretor-geral do órgão, Nelson Hubner, não haveria amparo jurídico para tal medida, que caracterizaria quebra de contratos - o que poderia causar desequilíbrio e incertezas no setor elétrico, afastando novos investidores.
Com a decisão, o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que presidiu a CPI, colheu mais de 200 assinaturas de parlamentares em um documento em que pede à Aneel que reconsidere sua decisão. Da Fonte espera que em 15 dias o órgão regulador responda se vai atender ao pedido da Câmara. Na segunda-feira (10/1), a agência sorteou o diretor Edvaldo Santana como relator da questão.
"Caso a Aneel não reveja a decisão, vamos dar entrada em um projeto de decreto legislativo. Isso obrigaria a Aneel a tomar essa decisão, que é algo que já foi debatido na CPI", adianta Da Fonte. Para o deputado, a posição da agência se baseia em "um discurso unilateral". "Se fosse o contrário, se fosse achado um erro em que a cobrança tivesse sido feita a menor, os consumidores já estariam pagando a diferença às distribuidoras", argumenta.
Para garantir que o pedido de devolução feito pela CPI seja cumprido, Da Fonte pretende colher assinaturas de deputados para votar um decreto legislativo que utilizaria brechas por meio das quais o Poder Legislativo pode sustar atos do Poder Executivo e até mesmo de agências reguladoras. O ato tem que ser aprovado com maioria na Câmara e no Senado, mas não precisa de sanção presidencial para entrar em vigor.
De acordo com a assessoria do deputado, a expectativa é de que, caso seja necessário recorrer ao recurso, o projeto seja colocado na pauta de votações em regime de urgência para ser apreciado ainda no primeiro semestre. Na matéria, seria exigido apenas o compromisso da Aneel de cobrar o reembolso dos valores, sem determinar de qual forma isso seria feito.
"É uma oportunidade que a Aneel vai ter de mostrar ao Brasil que ela é uma agência reguladora imparcial a serviço do País, e não das distribuidoras de energia elétrica", afirma o deputado.
Fonte: Portal EnergiaMais