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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Petrobras anuncia descoberta de petróleo e gás na Amazônia

Reserva está localizada no município de Coari, a 25 km da petrolífera de Urucu (AM)
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira a descoberta de uma nova acumulação de óleo e gás na Bacia do Solimões, no Amazonas.
Em comunicado ao mercado, a companhia informou que a reserva, localizada no Município de Coari, a 25 km da província petrolífera de Urucu (AM), indicou capacidade de produção diária de 1.400 barris de óleo de boa qualidade (41º API) e 45 mil m3 de gás, na Formação Juruá.
O poço foi perfurado a uma profundidade final de 3.295 metros. Em comunicado, a empresa afirma:
- Este é o segundo sucesso exploratório no Bloco SOL-T-171, onde já está em andamento, desde 2010, o Plano de Avaliação da Descoberta do poço 1-BRSA-769-AM, informalmente conhecido como Igarapé Chibata", afirmou a Petrobras.
Segundo a companhia, confirmada a viabilidade econômica das descobertas, elas viabilizarão a criação de um novo polo produtor de petróleo e gás natural na Bacia do Solimões.
A empresa detém 100% dos direitos de exploração e produção na concessão. A companhia produz diariamente no Amazonas 53 mil barris de óleo e 11 milhões de m3 de gás natural além de 1,3 mil toneladas de GLP.
No Reuters

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Petrobras gasta R$ 70 mi e nada de gás em MG

Última perfuração começou anteontem no poço Pedras e termina em 145 dias.
Se tem gás natural na Bacia do São Francisco, no Norte de Minas Gerais, a Petrobras ainda não encontrou. A estatal já gastou R$ 70 milhões - R$ 30 milhões na radiografia do subsolo para os poços Oséas, Amós e Pedras e outros R$ 40 milhões apenas para os dois solos de Amós e Oséas - e até o momento, nada de reserva. "Amós e Oséas não têm reserva, a gente só achou indício", afirmou ontem, em Belo Horizonte, o coordenador do projeto, Heitor Roberto Furrechi.
A última perfuração nesse programa exploratório da Petrobras começou anteontem, no poço Pedras, em Brasilândia de Minas, região onde também foram feitas perfurações no poço Oséas.
O poço de Amós fica em João Pinheiro. No poço Pedras serão 145 dias de prospecção com a sonda de perfuração SC-109 que tem 6.000 metros.
A Petrobras deixará o local dentro de cinco meses. E os poços serão descartados? "Com descoberta ou não, a Petrobras vai embora", disse Heitor Furrechi. Ele informou que já foram colocados tampões de cimento nas perfurações do poço Amós onde ficou sete meses e sete dias. "A gente tem que conhecer a bacia. Não é uma coisa óbvia, é uma fase de conhecimento", afirmou o engenheiro.
Furrechi disse que é difícil perfurar uma área remota. "Tivemos que trazer a sonda sozinha em 115 cargas de Alagoas, equipamentos para o poço do Espírito Santo e tratamentos de resíduo de Macaé, do Rio de Janeiro", contou Furrechi.
Publicado no Jornal OTEMPO em 04/11/2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Subsolo de Montes Claros pode ser rico em petróleo


O Norte de Minas
Pesquisadores exploram o subsolo da cidade e região com objetivo de identificar a existência de petróleo e gás natural.
Há mais de um mês, técnicos e engenheiros da Global Serviços Geofísicos Ltda estão explorando o subsolo de Montes Claros e outras cidades da região do Norte de Minas. O objetivo é identificar a existência de petróleo e gás natural nas cidades do interior. Na terça-feira, O Norte localizou parte do grupo de funcionários trabalhando na região do parque Lapa Grande, na Vila Atlântida. Milhares de fios de cor laranja foram esticados em uma área extensa no caminho para o Parque. Ainda na terça-feira, no mesmo horário, equipes da empresa exploravam outras partes da cidade. Uma delas estava nas imediações da BR-135, região do bairro José Correa Machado.
Segundo informações, as pesquisas ainda devem durar alguns meses e o resultado só deverá ser conhecido entre dezembro e janeiro.
No início deste mês, a prefeitura publicou nota divulgando que a Empresa Brasileira de Exploração e Produção de Gás Natural Petra Energia S.A iria realizar estudos geológicos em estradas vicinais. Segundo o coordenador da Petra, Guilherme Pena Castilho, existe a possibilidade de ter petróleo e gás natural no subsolo de Montes Claros. Mas a pesquisa é demorada. A empresa vai explorar área de 72 mil quilômetros quadrados em Minas Gerais, o que engloba 83 municípios.
A PESQUISA
Os cabos colocados sobre o solo irão captar imagens das camadas de rocha de subsuperfície nas estradas vicinais montes-clarenses (enviar para um computador), para identificar estruturas que contenham hidrocarbonetos, indicação de que há petróleo ou gás natural. O trabalho é feito com equipamentos especializados, provocando vibrações no solo que são captadas por instrumentos chamados geofones. As informações são processadas e interpretadas, o que possibilita o conhecimento geológico da bacia. Mas o resultado só deve ser conhecido no final do ano.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ANP confessa estar louca para entregar o petróleo


Hoje, no jornal O Globo, o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Helder Queiroz diz que tanto a agência reguladora como as empresas estão “loucas” pela realização da rodada de novas concessões, que a Presidenta Dilma, felizmente, segurou.
A turma da ANP, que sai em dezembro, deve mesmo estar louca. Com a descoberta do pré-sal, Lula e Dilma disseram: “opa, muita calma nessa hora”. Claro, se temos um mar de petróleo na nossa costa – dentro e fora do pré-sal, como são as áreas desta rodada tão ansiada pela ANP – não podemos sair entregando a qualquer um, a qualquer preço, como quem está morto de fome.
Ainda mais que a grande empresa nacional, a Petrobras, está diante de imensos desafios e compromissos para extrair aquilo que já foi descoberto e refinar em quantidade suficiente para acabar com a nossa necessidade de importação de derivados. E mais ainda com os sinais de agravamento da crise mundial, que espalhou pelo mundo lobos de capital salivando por oportunidades.
Mas o Dr. Hélder, que se confessa tão louco quanto as petroleiras para fazer logo a licitação, nem liga. Diz que não, que a ANP fez a segunda rodada de licitações – no governo FHC – e que correu tudo bem.
“A indústria de petróleo trabalha sempre com o longo prazo. Quando teve a primeira rodada da agência, o preço do petróleo tinha caído para US$ 11, e todo mundo falava em adiar a rodada.
A agência acabou fazendo. Em 2000, o preço do petróleo também estava baixo, e teve a rodada de Tupi. Então, o ciclo desde o leilão até a entrada em produção é muito longo”.
Na “rodada de Tupi”,, Dr. Hélder, a sua agência colocou como valor mínimo para o Bloco BM-S-11, onde hoje é o megacampo de Tupi (estimado entre cinco e oito bilhões de petróleo de alta qualidade) a quantia de R$ 300 mil. O senhor esqueceu? Pode ir conferir lá no documento oficial da ANP, nas páginas 24 e 33.
E o poço saiu, com o ágio obtido no leilão, a R$ 15 milhões. Graças a Deus (e ao conhecimento técnico da empresa) a Petrobras ficou com 65% da área. BG Group (25%) e Galp Energia (10%) ficaram com o resto.
É só fazer a conta: R$ 15 milhões, divididos por 5 bilhões de barris, dá três milésimos de centavo (R$ 0,0003) como valor de bônus de assinatura.
Que as petroleiras estejam loucas por um negócio assim, é compreensível. Mas que a ANP, que deveria cuidar dos interesses do país, esteja “louquinha” para fazer o leilão até o fim do ano, quando muda sua direção, é algo que não dá para compreender.

domingo, 7 de agosto de 2011

Petra Energia prospecta gás em Montes Claros

A Prefeitura Municipal de Montes Claros autorizou a Empresa Brasileira de Exploração e Produção de Gás Natural Petra Energia S.A a realizar estudos geológicos em estradas vicinais para detecção de petróleo e gás natural.
A decisão foi tomada quarta-feira (03/08), pelo prefeito Luiz Tadeu Leite, durante encontro com o gestor da Petra, Guilherme Pena Castilho e funcionários da Global Serviços Geofísicos Ltda., empresa contratada para execução da pesquisa. “Existe a possibilidade de ter petróleo e gás natural no subsolo de Montes Claros. Mas a pesquisa é demorada”, explicou Castilho. Segundo ele, a Petra tem concessão para explorar área de 72 mil quilômetros quadrados em Minas Gerais, o que engloba 83 municípios.
O chefe do Executivo recebeu a notícia com entusiasmo, diante das oportunidades e benefícios que sua concretização pode trazer para o município e a região. “Sejam bem-vindos a nossa cidade e contem conosco no que for necessário”, disse Tadeu Leite aos representantes da Petra e da Global.
Conheça a Petra Energia
Petroleira novata surgida no rastro da febre pelo petróleo brasileiro em terra, a Petra Energia é controlada pelo empresário pernambucano Roberto Viana, com pequena participação de 9% do BTG Pactual.
Com perfil diferente da personalidade performática dos controladores da OGX e da HRT, a Petra é uma companhia de capital fechado que não está sempre na mídia e seu dono, Roberto Viana, é avesso à exposição pública. Tem verdadeiro horror de ser comparado aos novos milionários do setor como Eike Batista e Márcio Mello, da HRT. A companhia buscou no exterior um time de geólogos e geofísicos, a maioria brasileiros com carreira internacional, e Viana prefere que eles sejam a parte mais visível da companhia. Um dos diretores executivos é Read Taylor, ex-presidente da Devon no Brasil e América Latina. Alguns fizeram carreira na Shell, como o diretor-executivo Julian Fowles, ex-executivo da área de exploração e produção; o vice-presidente de exploração, Jonas Castro (ex-Petrobras, ANP e Shell); Antonio Tisi (ex- El Paso e Shell); e o diretor de geofísica, Fernando Neves. O diretor financeiro é Cláudio Sassaki, ex-vice-presidente do Goldman Sachs e Credit Suisse.
Concessão em Minas Gerais
A Petra tem a concessão para explorar 24 blocos em Minas. Ela tem a maior área de exploração em bacias terrestres do país e, em Minas, tem área exploratória maior que de todas as concorrentes. O Estado também é o único local onde a empresa, que é sócia da OGX no Maranhão e da HRT no Solimões, não abriu espaço para novos sócios. No momento negocia com a russa TNK-BP uma quantia bilionária por sua participação acionária nos blocos operados pela HRT na Amazônia.
Na companhia, o que se diz é que a bacia do São Francisco "corre o risco de se tornar a bacia número um em terra no Brasil". Para isso, será necessário encontrar mais reservatórios e confirmar sua viabilidade comercial. Hoje, as maiores produtoras de gás em terra do país são as bacias do Solimões (AM), Recôncavo (BA) e Alagoas (AL).
Como é a pesquisa
Da esquerda para a direita: Lucio Prevatti, Jonas Castro, Fernando Neves e Antonio Tisi, o time de exploracionistas da Petra
“Minas Gerais tem a maior malha rodoviária do país, e grande par­te dessas estradas cruza nossos blocos. Usamos essa malha a nosso favor, ado­tando o vibro seismic, reconhecidamen­te mais rápido e barato que os levanta­mentos convencionais”, explica o engenheiro da empresa.
Apesar de menor, o investimento total na sísmica com caminhões vibra­dores não será pequeno. Tendo em vista o valor da coleta dos primeiros 6 mil km, de US$ 29 milhões, pode-se projetar que os 19 mil km totais deve­rão ficar acima dos US$ 90 milhões.
Pesquisa em Montes Claros
Prevista para começar a operar até setembro, uma segunda equipe sísmica da Global irá atuar inicialmente em Montes Claros, cobrindo um raio de 150 km no entorno da cidade. Para essa campanha foram trazidos outros seis caminhões vi­bradores, todos vindos da Argentina.
Com os 11 caminhões, o levanta­mento passará a ser feito em duas fren­tes, ambas atuando, a partir de setem­bro, nos blocos da parte nordeste. O projeto para a área é cobrir, ao longo de quatro meses, 2,6 mil km, mapeando os blocos SF-T-85, SF-T-86, SF-T-94, SF-T-95, SF-T-96, SF-T-105, SF-T-106 E SF-T-115.
Cumprida essa etapa, o plano é deslocar, no início de 2012, uma das equipes para o chamado corredor leste, para cobrir o SF-T-121, e ou­tra para o SF-T-92. Mais à frente, as equipes devem ser remanejadas pa­ra os blocos SF-T-126 e SF-T-121, que têm prazos exploratórios maiores.
Com as duas equipes, a Global es­pera alcançar um ritmo médio mensal de 1,4 mil km coletados. “Hoje temos, no total, 150 pessoas trabalhando para a Petra, na parte de campo e de escritó­rio. Com a nova equipe, devemos ele­var esse contingente para cerca de 200 pessoas”, diz Sean Siegfried, um dos responsáveis pelo mapeamento.
Os técnicos produzirão imagens das camadas de rocha de subsuperfície nas estradas vicinais montes-clarenses, para identificar estruturas que contenham hidrocarbonetos, indicação de que há petróleo ou gás natural. O trabalho é feito com equipamentos especializados, provocando vibrações no solo que são captadas por instrumentos chamados geofones. As informações são processadas e interpretadas, o que possibilita o conhecimento geológico da bacia.
O estudo também foi autorizado pelo Departamento de Infraestrutura de Transporte (DNIT), pelo Departamento de Estradas e Rodagens de Minas Gerais (DER-MG) e pelos órgãos reguladores ambientais, por atender às exigências legais.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Iniciada pesquisa de petróleo na região de Montes Claros

Estão chegando as máquinas para estudos avançados sobre a existência de petróleo e gás natural em Montes Claros e região.
Na segunda e terça feira começaram a chegar uma frota de seis grandes máquinas, estação de registro e comunicação por internet, dezenas de quilômetros de cabos, caminhonetes e veículos de apoio da Global Gheofysical Serviços. Os equipamentos romperam entre os quilômetros 78 e 37 da BR-365, no sentido Jequitaí/Montes Claros. No final da tarde, as máquinas foram estacionadas em acampamento improvisado na comunidade de Água Boa, no km 51, mas já havia cabos esticados até o km 37.
Segundo funcionários da Global, cerca de 120 homens trabalham na região e vão pesquisar um raio de 6.000 quilômetros na região de Montes Claros.
Os trabalhos estão exigindo interrupções no trânsito na BR-365. Para onde houver confirmação do potencial para petróleo e gás, novas máquinas serão enviadas, até a perfuração e confirmação de qualidade e quantidade do produto a ser encontrado no subsolo nortemineiro.