Mostrando postagens com marcador trem baiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trem baiano. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

16 anos do último trem


Carro do Trem Baiano, incendiado no antigo pátio de Corinto.
Hoje, 5 de setembro, faz 16 anos que o último Trem Baiano que circulava de Monte Azul á Montes Claros, fez sua última viagem. Em 1996, graças a ¨Privataria Tucana¨, foi assinado um contrato de concessão para exploração do modal ferroviário de cargas com a recém criada Ferrovia Centro Atlantica FCA, criada para especificamente pelos ¨amigos do rei¨ usufruir desse bem público, a ferrovia.
O transporte de passageiros foi abandonado em quase todo o país, restando as lagrimas e o isolamento das pequenas comunidades.
No Norte de Minas o último trem de passageiros saiu da estação de Montes Claros na manhã do dia 4 de setembro de 1996, rumo a estação de Monte Azul, e no dia seguinte retorna, morosamente escorregando pelos trilhos, a Montes Claros.
Carro restaurate, apodrescendo no Pátio de Sete Lagoas.
Pátio de Corinto, cedido á prefeitura local.
Pátio de Corinto MG

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

BARRA MANSA NO CAMINHO DO TREM TURISTICO. Uma Luz no final do túnel para o trem baiano.


Depois de anunciar o convênio com o Ministério do Turismo, no valor de R$ 700 mil, para a reforma de 11 estações ferroviárias do trecho Barra Mansa - Ribeirão Vermelho, na segunda-feira, 5, representantes das prefeituras de Angra dos Reis, Rio Claro e Barra Mansa, se reuniram com Delmo Pinho, Subsecretário estadual de Transportes do Estado do Rio de Janeiro,e com Marcelo Spinelli , Presidente da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), para discutir questões técnicas sobre a revitalização do Trem da Mata Atlântica.
Para o governo do estado, o trem, que interligará as regiões da Costa Verde e do Vale do Café, será uma importante ferramenta de estímulo ao turismo, além de um ícone de resgate cultural.

Na quinta-feira, 8,uma equipe de engenheiros da FCA, concessionária responsável pela operação e manutenção da via, realizaram uma inspeção na ferrovia, desativada desde 1996, para verificando se a linha está em condições de operar com o tipo de material rodante disponível.

Em maio, a Oscip Movimento Nacional Amigos do Trem, de Juiz de Fora, conseguiu a cessão, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), de quatro locomotivas a álcool, seis vagões de passageiros e três automotrizes (veículo autopropulsores), que estavam abandonadas, para colocar um trem de turismo na região. A Amigos do Trem pretende reformar duas automotrizes e um vagão restaurante e colocá-los em funcionamento no primeiro semestre de 2010. Barra Mansa será a próxima a receber o material rodante para reforma.

Estão previstas no projeto a construção de uma estação em Angra dos Reis e reforma da estação de Rio Claro, que será localizada na beira do cais Santa Luzia, onde são atracados os transatlânticos que levam milhares de turistas ao município todo ano e também a reforma de nove carros de passageiros para o trem turístico. Será preciso, no mínimo, um ano e meio para recuperar vagões que estão em condições precárias. A recuperação é feita de forma artesanal. Está sendo analisada a possibilidade de implantação de uma litorina até que os vagões sejam reformados. A empresa Helucan, foi contratada para reformar os vagões que serão utilizados no projeto
Esta sendo marcada a assinatura do protocolo de intenções entre poder público e empresas da iniciativa privada interessadas na reativação da ferrovia.

¨ A implantação do trem turístico traz benefícios sociais aos municípios por onde passam as cargas. Também é uma fonte de relacionamento com a comunidade que contribui com a imagem da empresa ", disse Roberto Teixeira, gerente dos trens turísticos da FCA. Ele contou, ainda, que a empresa mantém por conta própria dois roteiros nas regiões históricas de Outro Preto e São João Del Rei, em Minas Gerais, havendo outros 14 pontos mapeados para ali se implantar a atividade turística.

Os novos trens turísticos na malha da FCA podem ser implantados tanto pelas parcerias com as empresas de turismo ferroviário como pela própria companhia. "A definição será de acordo com as características de cada localidade", explicou Teixeira.

Com a cooperação do Governo do Estado, dos municípios e das empresas locais, o projeto vem se mostrando cada vez mais viável. Durante o período em que esteve ativo, quando não havia ainda tal integração e união de forças, o sistema chegou a ter 95% de média de ocupação.

TREM BAIANO NA LISTA DO GOVERNO.

Na mesa do Diretor do Departamento de Assuntos Institucionais do Ministério dos Transportes, Dr. Afonso carneiro Filho, uma das maiores autoridades do governo Lula quando o assunto é revitalização ferroviária e que esta no governo desde as primeiras horas, esta uma relação de retorno e implantação de trens de passageiros e turismo em todo o país. A prioridade, é que já tem prazo para entrar em atividade, é o projeto ¨Pai da Aviação¨na região de Juiz de Fora, o segundo é o trem da região de Barra Mansa é o terceiro e o trem baiano.
A escolha das prioridades teve a ver com o desenvolvimento dos trabalhos em campo das organizações que propuseram esses projetos e depois a força política local, embora o aspecto de retorno financeiro é o ponto de vista dos empresários para investimento nesse produto.
Até agora tem funcionado essa lista de prioridades que há muito tempo vem sendo desenvolvida, embora esteja a mesma sob a influencia direta dos fatos em desenvo0lvimento, já que todo movimento, como indica o nome, é dinâmico.
Para o Norte de Minas existe dois projetos distintos, o do retorno do trem de passageiro no trecho Montes Claros e Monte Azul, que seria um trem de turismo, e a implantação de um trem regional no trecho Janaúba a Bocaiúva, passando por Montes Claros.
Para o retorno do trem baiano o projeto é reformar o velho trem que circulava na região e que esta sucateado no pátio da FCA em Sete lagoas, e para o trem regional, que recebeu o nome de ¨Trem do Sertão¨, o projeto é adquirir um trem moderno e aerodinâmico com funcionamento a diesel mas sem necessidade de locomotiva, pois as maquinas estão distribuídas em baixo dos carros de passageiros. É o chamado VLT, Veículo Leve Sobre Trilhos.
A implantação do Trem Baiano esta sendo desenvolvido no Ministério do Turismo é o do Trem do Sertão é um projeto desenvolvido pelo BNDES para a iniciativa privada. Ambos projetos estão sendo acompanhados pela Oscip Movimento Sócio Turístico Cultural Amigos do Trem Baiano.

sábado, 5 de setembro de 2009

APROVEITAMENTO DO PATRIMÔNIO DA RFFSA NA ÁREA DE TURISMO É DISCUTIDO


Responsável pelos bens da Rede Ferroviária Federal – RFFSA desde sua extinção, em 2007, o DNIT iniciou nesta sexta-feira (04/09) discussão com outros órgãos e entidades da administração federal visando o aproveitamento deste patrimônio na indústria do turismo. “Podemos transformar vagões, trilhos e imóveis que estão se deteriorando ou sendo depredados em lugares habitáveis, que a população possa desfrutar de lazer e que possam ser integrados a roteiros turísticos”, avaliou o diretor geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot.
A reunião, realizada na sede do DNIT, contou com a presença do diretor de infraestrutura ferroviária da autarquia, Rômulo do Carmo F. Neto, e de representantes do Ministério do Turismo, da Agência Nacional de Transporte Terrestre – ANTT, do BNDES, do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
O diretor geral do DNIT relatou que 28 mil quilômetros de trilhos pertencentes à antiga RFFSA foram concedidos à iniciativa privada, mas a autarquia ainda administra cerca de 30 mil quilômetros, além de grande quantidade de imóveis. “Percebemos uma demanda crescente por pequenos trechos de ferrovias, estações, vagões e locomotivas para fins turísticos”, completou Pagot. Em sua opinião, há possibilidade de aproveitamento não somente em museus e áreas de lazer como também para transporte de passageiros.
Para avançar na definição dos próximos passos e de possíveis ações que permitam a utilização deste patrimônio da RFFSA, foi agendada nova reunião do grupo no dia 23 de setembro, na sede do Ministério do Turismo.
04/09/2009
ASSESSORIA DE IMPRENSA/DNIT

domingo, 31 de maio de 2009

Movimento Trem Baiano





O trecho por onde passava o trem do sertão remanescente, ou seja, o que existia quando foi suprimido em 1996, Montes Claros - Monte Azul,foi aberto ao tráfego em pequenos trechos entre os anos de 1942 e de 1948, quando chegou até o seu ponto máximo, encontrando a linha da Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro.
Nesse tempo, o trem ainda era parte do TREM BAIANO, sendo uma viagem que exigia baldeações desde São Paulo até Salvador, devido a bitolas e superintendências regionais da RFFSA diferentes por todo o percurso. A partir dos anos 1980, passou a ser apenas o Trem do Sertão,ligando Montes Claros a Monte Azul, indo e voltando. A baldeação em Monte Azul acabou em 1978, pois o trem para Salvador parou nesse ano.
O Trem do Sertão era composto por 8 carros: 1 bagageiro com cabine para o chefe do trem, 4 carros de segunda classe e dois de primeira, completamente lotados. A tração era feita pela locomotiva nº 4058.
O Movimento Sócio Turístico Cultural Amigos do Trem Baiano, surgido em Montes Claros e apoiado pela ONG Movimento Nacional Amigos do Trem, com base em Juiz de Fora, surgiu para trabalhar a revitalização ferroviária no Norte de Minas com enfoque nos trens de passageiros. O ATB é uma OSCIP( Organização Social Civil de Interesse Público ) reconhecida pelo Ministério da Justiça.
Com sede provisória funcionando ultimamente na Praça Francisco Telles de Menezes número 190 em Monte Azul, o Movimento projetou a reforma da estação ferroviária de Catuti em parceria com a administração municipal anterior que tinha como prefeito o senhor Jose Barbosa ( Zinga ) e com o Ministério do Turismo. A estação continua em reforma e também será construída, de acordo ao projeto, a praça do entorno da estação que será transformada em centro Cultural. Agora o ATB esta trabalhando para conseguir todos os outros prédios ferroviários desativados para reforma-los, ou reconstruir de conformidade ao caso, nos mesmos moldes da estação de Catuti.
O ATB está reivindicando também o material rodante, ou seja, a locomotiva e os carros de passageiros, que se encontram no pátio da FCA em Sete Lagoas, para reforma e utilização no trecho Montes Claros a Espinosa.