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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quem tem medo de Lula?



NO MOMENTO EM QUE RETORNA AOS PALANQUES, LULA É ALVO DE UMA TENTATIVA DE GOLPE PREVENTIVO. O RECADO QUE OS OPOSITORES TRANSMITEM É: “SE VOLTAR LEVARÁ CHUMBO”. DIANTE DO ATAQUE ORGANIZADO, O EX-PRESIDENTE SÓ TEM UMA ALTERNATIVA, QUE É LUTAR PARA NÃO SER DEVORADO PELOS ADVERSÁRIOS
Personagem central da vida política brasileira nos últimos quarenta anos, Luiz Inácio Lula da Silva construiu sua trajetória na base da superação. Retirante, venceu a pobreza extrema. Sindicalista, desafiou a ditadura militar e organizou as greves do ABC. Candidato à presidência da República desde 1989, ele enfrentou a desconfiança generalizada das elites até finalmente chegar ao poder, em 2002. Na presidência, consagrou-se ao deixar o Palácio do Planalto com 70% de aprovação popular – inclusive da classe empresarial que, com Lula, enriqueceu. Depois disso, Lula passou a ser convidado a dar palestras em vários cantos do mundo, recebendo cachês jamais inferiores a U$S 100 mil. Lula estava, portanto, com a vida ganha. Continuava sendo o principal ator político do País e um homem, a cada dia, mais rico – e que, segundo muitos, poderia escolher se voltaria ao poder em 2014 ou 2018.
Neste fim de semana, no entanto, Lula teve um choque de realidade. E foi despertado para o fato de que nada, em sua trajetória, veio de graça. Com a reportagem de capa de Veja, o ex-presidente foi alvejado por um típico golpe preventivo. Como a oposição sabe que não poderá derrotá-lo nas urnas em 2014, 2018 ou mesmo depois, o campo de batalha passou ser outro: o tribunal sumário dos meios de comunicação. Como se sabe, Lula passou a ser acusado de ser o chefe supremo do mensalão, no momento em que alguns de seus companheiros estão prestes a ser condenados. Ainda que a consistência da acusação seja questionável (uma “entrevista” sem fita negada pelo entrevistado), o que os opositores dizem a Lula é bem simples: “se voltar levará chumbo”. E isso significa ser alvo de um processo judicial que o colocaria numa espécie de impedimento político. Assim, no Brasil, tal como começa a acontecer em outros países latino-americanos, a disputa política passaria a ser decidida no tapetão, à la paraguaia.
O jogo dos adversários já está claro. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso rege a orquestra sem perder a elegância, suas teses (como a da “herança pesada”) se espalham pelos meios de comunicação de corte mais conservador e José Serra range os dentes. De prontidão, talvez existam alguns procuradores dispostos a apresentar uma denúncia contra o ex-presidente Lula, ancorados na mais recente denúncia de Veja ou na delação de Roberto Jefferson – que passou a acusar Lula de ser o “mandante” do mensalão.
O que ainda não se sabe é como Lula irá reagir. Neste momento, ele começa a voltar aos palanques. Já esteve em Belo Horizonte e Salvador. Pediu aos militantes petistas que voltassem a vestir a camisa. Mas qual será sua estratégia de guerra – se é que há uma? Diante da ameaça de um processo, como Merval Pereira anunciou hoje em sua coluna no Globo, Lula pode decidir se apequenar e recolher-se à aposentadoria em São Bernardo do Campo. Em seguida, o alvo passaria a ser a presidente Dilma Rousseff.
Lula tem ainda a alternativa de sair da zona de conforto e voltar a ser o Luiz Inácio Lula da Silva da década de 80, que não apenas encantava multidões, mas também sabia confrontar seus adversários. Hoje, os personagens que querem destruir o lulismo são cada vez mais claros, como também foram aqueles que combateram outros governos trabalhistas na história do Brasil e da América Latina.
A luta levou Lula ao poder – e, depois, à glória. A covardia não reserva um bom futuro nem a ele, nem ao PT. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mensalão, eleições e supremo comprometido.

A pressão da mídia golpista e dos partidos de oposição para que o julgamento do entitulado “mensalão” fosse realizado em pleno mês de agosto não foi à toa. No próximo mês de outubro, haverão eleições para prefeito e vereadores, e o julgamento por si só, torna-se um vitrine aos partidos partidos de oposição, principalmente ao PSDB, com o objetivo de desgastar e desqualificar seu principal adversário político que é o PT.
Para isso, a mídia espetaculariza (principalmente a Rede Globo) o julgamento, como se esse fosse o “maior espetáculo da ética política” já realizada em todos os tempos. O PSDB está “apetitoso” e com “sangue nos olhos” para que o ex-ministro José Dirceu seja condenado, uma vez que o mesmo é filiado ao PT, e na visão tucana, isso significaria uma dura derrota aos petistas. No entanto, não há provas concretas sobre José Dirceu, afirmado inclusive pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. O que existem, são apenas acusações verbais de outros acusados. A cassação de seu mandato de deputado, portanto, foi uma cassação meramente política, sem provas que pudessem condená-lo.
Há quase 10 anos, os partidos de oposição vêm em uma trajetória decrescente, principalmente o PSDB, DEM e PPS, cujos resultados eleitorais vêm diminuindo significativamente as suas representações. Chegaram ao fundo do poço, onde o discurso neoliberal não faz mais eco, e alguns partidos como é o caso do DEM estão verdadeiramente fadados à extinção. Vivem uma crise de identidade profunda e não conseguem articular novos discursos para se contrapor ao PT. Tanto é verdade, que alguns espertalhões, como é o caso de Gilberto Kassab, resolveram romper com o DEM e criar uma nova legenda que já nasceu pragmática, compondo com quem lhe dá espaço.
O julgamento do “mensalão”, por sua vez, seria então uma forma de desgastar a legenda petista e fortalecer as candidaturas do PSDB/DEM/PPS. O que estão em jogo nestas eleições não são apenas prefeituras, mas também o governo de estados importantes nas eleições de 2014, que é o caso do estado de São Paulo onde os tucanos administram há duas décadas.
Apesar da oposição e mídia espernearem, a população parece estar indiferente ao julgamento e cansadas de assuntos judiciais que mal entendem.
Mensalão e Mídia internacional.
A dificuldade do STF para julgar a AP 470 sem esbarrar no envolvimento dos tucanos em ação semelhante, nas Minas Gerais, também foi citada em matéria do conservador El Clarín, de Buenos Aires: “Embora seja uma sentença muito aguardada por alguns setores do governo e da oposição, não parece simples. Um dos 11 juízes do Tribunal tem denúncias contra ele. Trata-se de Gilmar Mendes, de quem se diz ter sido beneficiado por um esquema semelhante de corrupção montado em 1998 em Minas Gerais pelo ex-governador daquele Estado, o social-democrata Eduardo Azeredo. Coincidentemente, os circuitos de dinheiro que impulsionaram esse governador também foram comandados pelo publicitário Marcos Valério.”
Para a rede norte-americana de TV CNN, os partidos de direita falharam completamente na tentativa de desgaste aos governos progressistas liderados pelo PT, que assumiram os destinos do país a partir da metade da última década. “A atual presidente Dilma Rousseff, também do Partido dos Trabalhadores, nunca foi conectada ao escândalo. Na verdade, Dilma Rousseff goza de uma forte taxa de aprovação de 77%. A visão de muitos brasileiros é que ela tomou uma posição firme contra a corrupção, despedindo seis ministros suspeitos de desvios”, afirma a emissora.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Revista Veja perde ação judicial e terá que pagar R$ 200 mil para petista

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Sergipe condenou, por unanimidade, a revista Veja. A sentença é por causa de uma reportagem veiculada na semanal em maio de 2006, que acusava o governador Marcelo Déda (PT) de ter usado dinheiro público para promover sua campanha eleitoral. O resultado do julgamento saiu nesta quarta-feira, 1°, e a publicação terá que pagar R$ 200 mil para o petista.
Com o título ‘Micareta picareta’, a reportagem de 2006 provocou repercussão e consequências para o governador, que na época era prefeito de Aracaju. A matéria acusava Déda de usar dinheiro público para realizar duas micaretas (carnavais fora de época) com o propósito de se promover. A primeira festa teria sido o "Pré-Caju" e a outra a Veja chamou "PTCaju".
O Tribunal havia definido uma indenização de R$ 80 mil em 1ª instância, entretanto, ambas as partes não concordaram com a decisão. Devido à insatisfação, encaminharam recursos à instância superior. A Veja foi julgada parcialmente e teve redução de 20% do valor da causa para 15%. Já a petição de Marcelo Déda obteve provimento para ampliar, de R$ 80 mil foi para R$ 200 mil.
O governador do Sergipe, Marcelo Déda, ganhou ação judicial contra a revista Veja
Priscila Fonseca  (Imagem: Reprodução/Correio do Brasil)

domingo, 15 de julho de 2012

Veja ¨como eu sou bandida¨

Há uma quantidade imoral de evidências de envolvimento da Veja com o crime organizado. Evidências que, de forma ainda mais escandalosa, o Ministério Público Federal ignora.
A revista Veja está envolvida num dos mais graves escândalos políticos da história do Brasil, mas até agora seus chefões e articulistas empurram o episódio com a barriga.
Recorreram até à Globo para dizer que a ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira é só uma "demonstração de amizade, sem implicações ilegais". E até espalharam a notícia de que Roberto Civita está com câncer, talvez para evitar que ele deponha na CPI.
Mas quem deve, teme, e a decadência de Veja está a olhos vistos, e seu declínio escapa das rodas esquerdistas, porque a situação da revista está acima de qualquer ideologia. Seu jornalismo, mais do que ser de extrema-direita, altamente reacionário,é, antes de mais nada, puramente irresponsável.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Veja resgata o caso dos sanguessugas em sua ‘Rede de Escândalos’

A ‘Rede de Escândalos’, seção da Veja.com criada em dezembro do ano passado, apresenta nesta quarta, 13, o "caso dos sanguessugas". O fato aconteceu em 2006 e envolveu mais de 90 parlamentares e um prejuízo de R$ 110 milhões aos cofres públicos.
No site da Veja, é relatado todo o esquema de corrupção que resultou em pagamentos de propina para políticos, a fraude de mil ambulâncias que deveriam ter sido compradas para prefeituras de seis estados e  causou um prejuízo. A página, editada por Carolina Farina e Daniel Jelin, também traz o pequeno histórico dos personagens envolvidos no esquema.
Todo o escândalo terminou em uma CPI que durou um ano e teve como suspeitos 87 deputados e 3 senadores. Cerca de 15% dos envolvidos continuam com seus cargos - foram reeleitos. Atualmente, o caso está na Justiça e tem mais de 500 réus, mas até agora não houve nenhuma prisão.
A seção 'Rede de Escândalos' entrou no ar em 09 de dezembro de 2011, Dia Mundial de Combate à Corrupção. A página tem mais de 61 casos de corrupção e possui o objetivo de informar o leitor sobre as investigações e a atual situação de cada um dos envolvidos.
Comunique-se - Priscila Fonseca

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O assunto é sério. Gravíssimo.

E é hora de todo cidadão honesto ficar alerta. Os barões da mídia se uniram para que uma CPI não passe a limpo as relações criminosas do bicheiro Cachoeira e parte da chamada grande imprensa brasileira, principalmente a revista Veja.
O País não pode perder essa oportunidade de desmascarar aqueles que toda semana tentam mostrar nas bancas que são os reis da honestidade. Falam de ética, mas agem como traficantes da informação. Investigações da Polícia Federal já revelaram que a Veja, revista da família Civita, agiu como porta-voz do bicheiro, preso desde o final de fevereiro, e manteve com ele uma clara troca de favores.
A relação fere, no mínimo, qualquer princípio do bom jornalismo. Evidências mostram que a Veja se submeteu aos interesses do crime organizado, jogou a favor de um determinado grupo político por interesses desconhecidos e usou informações obtidas de forma ilegal para atacar seus inimigos.
O diretor de jornalismo da Veja em Brasília virou confidente, amigo íntimo, do bicheiro Cachoeira e de sua turma envolvidos até o pescoço com ações criminosas, como provam as centenas de ligações grampeadas com autorização judicial. Eles escolhiam até em qual parte da revista a informação "denunciada" seria publicada.
Quando as denúncias contra o senador Demóstenes Torres e seus negócios com o bicheiro Cachoeira ameaçavam trazer à tona toda sujeira, a revista dos Civita preferiu dedicar uma capa ao Santo Sudário. Bem diferente da cobertura dedicada ao Mensalão, que mereceu 27 capas desde maio de 2005. Repito: 27. Vinte e sete. No dia 18 de abril até ensaiaram tocar no assunto como matéria principal, mas fizeram com a palavra MENSALÃO impressa assim, em letras garrafais em meio a uma cortina de fumaça. Coisa que a Editora Abril parece conhecer bem.
Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens no Jornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo "plural e independente" da Folha?
Querem proteger os que praticam um crime.
Na edição desta semana, a Veja tenta intimidar os parlamentares que podem investigar as ligações de Cachoeira com a revista. “Vou explodir”, avisa Cachoeira da prisão, de acordo com uma chamada no alto da capa. Em entrevista a revista, Andressa Mendonça, mulher do contraventor, diz que o marido pode revelar tudo o que sabe. E agora, Veja?
O mais importante agora é ver a coragem dos parlamentares para levar de fato Roberto Civita, o dono da Veja, a sentar-se em uma das cadeiras da CPI e encarar as perguntas daqueles que estão lá como representantes do povo. O mesmo povo que a Veja tenta enganar todos os fins de semana.
por Marco Antonio Araujo
No O Provocador

Globo esconde, mas relação bandida entre revista Veja e Cachoeira é mostrada pela TV Record

No escândalo Carlinhos Cachoeira, quem está dando um show de jornalismo são os blogs, tratados como blogs sujos pela imprensa golpista brasileira, e portais na internet desvinculados da velha imprensa. Blogs e portais independentes debruçaram sobre o inquérito vazado e noticiam o que existe nele, sem inventar.
A velha imprensa tem ido à reboque, escolhendo as denúncias que quer mostrar, seletivamente.
Dos grandes grupos de mídia, só a TV Record quebrou o silêncio na segunda-feira e noticiou a relação bandida do bicheiro Carlinhos Cachoeira com a revista Veja.

terça-feira, 10 de abril de 2012

IMPRENSA PERMANECE BLINDADA NO CASO “CACHOEIRA”

“Dezenas de agentes ligados ao esquema do contraventor 'Carlinhos Cachoeira' já estão sob a mira da Justiça, do Congresso, da imprensa e da opinião pública após serem citados nas investigações que deflagraram a operação ‘Monte Carlo’. O envolvimento de jornalistas, porém, não recebe os mesmos holofotes. Questionada, a “Veja” indicou telefone de consultoria jurídica que nega trabalhar em algo relativo à revista.
A “Operação Monte Carlo” resultou na prisão de 35 pessoas acusadas de envolvimento com a quadrilha da jogatina de Carlinhos Cachoeira em Goiás. Entre os acusados, dois delegados da Polícia Federal, seis delegados da Polícia Civil goiana, um agente da Polícia Rodoviária Federal e 29 soldados, cabos e oficiais da Polícia Militar de Goiás.
A classe política também sangra com a operação. Após terem seus nomes mencionados nas investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO), João Sandes Júnior (PP-GO) e rubens otoni,marconi perillo,Rubens Otoni (PT-GO) e, especialmente, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) já são alvos de diversas reportagens e de um inquérito encaminhado pelo Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caminho parecido deve seguir o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), dadas as denúncias crescentes na mídia que expõe seus vínculos com Cachoeira.
Mais complicado, entretanto, é vir a público quais são os setores da imprensa envolvidos com a organização criminosa.
Conforme noticiou “Carta Maior”, partes do inquérito que deram origem à “Operação Monte Carlo” - publicadas na internet – citam relações promíscuas de jornalistas com a quadrilha de Cachoeira. Porém, apenas o nome de Wagner Relâmpago, repórter do programa “DF Alerta”, da TV Brasília/Rede TV, é explicitado.
Os três procuradores federais do Ministério Público responsáveis pelo caso - Daniel de Resende Salgado, Léa Batista de Oliveira e Marcelo Ribeiro de Oliveira - não deram maiores informações sobre o envolvimento de jornalistas. “Vamos ter que estudar isso”, limitou-se a dizer o procurador Marcelo Ribeiro.
Por meio de sua assessoria, o juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, Paulo Augusto Moreira Lima, que expediu os mandados da operação “Monte Carlo”, disse que não vai se pronunciar porque o processo corre em segredo de Justiça e só quem tem acesso a ele são as partes envolvidas e seus procuradores.
Porém, diversas outras informações, além daquelas que já são públicas devido ao vazamento de trechos do inquérito citado acima, seguem sendo meticulosamente reveladas por veículos de comunicação. Mas, praticamente, nada diz respeito aos jornalistas envolvidos.
Rara exceção foi o jornalista Luis Nassif, que obteve a informação de que as investigações registraram mais de 200 telefonemas entre Cachoeira e o diretor da revista “Veja” em Brasília, Policarpo Júnior.

No intuito de se defender, no último sábado (31), a revista tornou pública a gravação de uma conversa, que teria sido feita em 8 de julho de 2011, entre Cachoeira e o ex-agente da ABIN, Jairo Martins, acusado pela Justiça de pertencer à quadrilha. Na conversa, Cachoeira cita Policarpo como “alguém que nunca vai ser nosso” e ainda afirma que foi seu grupo quem deu “os grande furos do Policarpo”,“limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí”.
Para Nassif, essa gravação não é suficiente para desfazer a associação da quadrilha com a revista, entre outras razões, porque foi registrada em uma época em que a antiga relação entre elas já estava esgarçada. “Há um vazamento seletivo. Por que não divulgam os demais grampos?”, indaga.
Procurada pela reportagem, a revista “Veja” alegou que o assunto deveria ser tratado com seu departamento jurídico. Entretanto, no telefone informado, a “Novoa Prado Consultoria Jurídica” afirmou que, apesar de já ter prestado serviços para a “Editora Abril”, nunca trabalhou em nada relativo à revista “Veja”.
O assunto parece mesmo proibido nos veículos da mídia tradicional, ainda que em mínimas proporções. O blog “Rádio do Moreno”, que faz parte da edição digital do jornal “O Globo”, teve que retirar do ar, na sexta-feira 30, um texto do colaborador Théofilo Silva. O artigo mencionava que “o poderoso editor da revista Veja” estaria envolvido com Cachoeira e indagava: “se você compra a imprensa e as autoridades públicas, o que mais falta para ser o dono do Estado?
Na nota em que comunicou a retirada do texto, Jorge Moreno disse ter recebido “uma grave e merecida advertência do diretor de redação, Ascânio Seleme”; alegou falta de apuração e concluiu “não considero correto que um blog de jornalista agrida outro jornalista”.
Isso já vem de longe...:
FONTE: escrito por Vinicius Mansur e publicado no site “Carta Maior 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Moral da mídia desmorona com a queda da inflação

O IBGE divulgou semana passada a inflação do primeiro trimestre de 2012. Ela é a mais baixa dos últimos 12 anos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos três primeiros meses ficou em 1,22%, patamar mais baixo para o período desde 2000, quando ficou em 0,97%. A inflação oficial ficou em 0,21% em março, 0,24 ponto percentual abaixo do verificado um mês antes.
Na comparação com março de 2011, a queda também foi expressiva, de 0,58%. No acumulado em 12 meses, o índice ficou em 5,24% - abaixo do teto da meta do governo para este ano, que é de 6,5%. No acumulado anual, este é o índice mais baixo desde outubro de 2010. Houve desaceleração de preços em setores importantes, como educação, habitação, saúde e gastos pessoais.
Cadê a “explosão inflacionária”?
Os dados do IBGE representam a completa desmoralização de alguns “calunistas” da mídia, os tais especialistas em economia, que mais se parecem com agentes dos banqueiros. Desde que o Banco Central iniciou a gradual redução da taxa básica de juros, em meados no ano passado, eles esbravejaram que a inflação iria explodir e que a economia brasileira entraria em parafuso.
Miriam Leitão, colunista do jornal O Globo e expoente desta corrente ortodoxa, escreveu vários artigos alertando para o risco da “explosão inflacionária”. Ela e vários outros "urubólogos" criticaram a decisão do BC de reduzir os juros. Será que agora farão autocrítica de seus prognósticos totalmente equivocados, que serviram apenas aos propósitos dos banqueiros e especuladores?

domingo, 1 de abril de 2012

Deputado tucano é o mais novo acusado de envolvimentos com Cachoeira

Tucanos ¨encachueirados¨.

Diálogos interceptados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, revelam que o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) também negociava com a organização comandada pelo contraventor Carlos Alberto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O tucano, segundo as investigações, recebeu depósitos bancários e bens - inclusive imóveis - obtidos com atividades ilícitas.
Leréia é aliado do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e, a exemplo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), também usava um telefone da marca Nextel, habilitado nos Estados Unidos, cedido por Cachoeira para dificultar grampos nas comunicações do grupo.
Ele é um dos seis parlamentares relacionados até agora como alvos do inquérito criminal aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República. Os outros são os deputados Jovair Arantes (PTB), Rubens Otoni (PT) e Sandes Júnior (PP), todos de Goiás, além de Stepan Nercessian (PPS-RJ), que confirmou ter recebido R$ 175 mil de Cachoeira, segundo a edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo. Ainda ontem Stepan pediu, por meio de nota, licença temporária do PPS e de todos os cargos e funções que ocupa no partido.
Entre os valores destinados ao deputado tucano e já rastreados estão um depósito de R$ 100 mil, feito na conta de uma empresa comandada supostamente por laranjas - a Linkmidia Tecnologia da Informação e Editoração Ltda - e uma sociedade com Cachoeira em terreno avaliado em R$ 800 mil, em um condomínio de luxo em Goiânia.
Leréia informou pela assessoria que só vai se manifestar sobre as acusações depois que tiver pleno acesso aos autos do inquérito.
A empresa Linkmidia fica em Formosa (GO), a 80 quilômetros de Brasília, e está registrada em nome de Hugo Teixeira, mas pertence de fato ao pai, Leônidas Teixeira, segundo apurou a PF.
Governador, senador, deputados, policiais e funcionários federais na folha e imprensa na mão.
Informações extraídas da investigação da Polícia Federal que prendeu dezenas de integrantes da quadrilha do bicheiro goiano Carlinhos Cachoeira mostram também que expoentes da publicação da Editora Abril trocaram centenas de telefonemas com o criminoso. Em sua última edição, a revista VEJA admite esses e outros tipos de contato com ele e apresenta gravações da PF em que membros da quadrilha reclamam do editor da revista Policarpo Jr.
A revista não explica concretamente a razão de se relacionar tão intensamente com criminoso que chefiava uma quadrilha que, segundo inquérito judicial em curso, reunia “43 agentes públicos, distribuídos entre 6 delegados da Polícia Civil, 30 policiais militares, 2 delegados da Polícia Federal, 1 servidor administrativo da Polícia Federal, 1 policial rodoviários federal, 2 agentes da Polícia Civil e 2 servidores públicos municipais”.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Caso Policarpo-Cachoeira assusta e silencia Veja

247 – Acostumada a distribuir lições de moral e civismo, todas as semanas, a seus leitores, a revista Veja entrou numa pesada enrascada ética. Recém nomeado para a cúpula da publicação, no cargo de redator-chefe, dividido com outros dois profissionais, o diretor da sucursal da revista em Brasília, Policarpo Jr., foi detectado num grampo legal feito pela Polícia Federal em nada menos que 200 ligações telefônicas com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Segundo o blog do jornalista Luis Nassif, que primeiro noticiou a existência dos registros das gravações, nas conversas Policarpo passava a Cachoeira informações sobre o que iria sair na revista, ouvia ideias de pautas e recebia elogios de sua fonte. Na prática, ambos compunham um circuito privilegiado de relações entre o sub-mundo da ilegalidade e a alta mídia acima de qualquer suspeita.
A notícia sobre o flagrante nas relações entre um de seus profissionais de ponta e um procurado pela Justiça, preso na Operação Monte Carlo, da PF, parece ter assustado o comando da publicação. Procurado por 247, o diretor de redação Eurípedes Alcântara não quis dar entrevista. Ele não tem dado muita sorte com redatores-chefes ultimamente. Em dezembro, precisou demitir do cargo seu antigo parceiro Mario Sabino, abatido por traquinagens como a de coordenar uma reportagem que terminou numa delegacia de polícia, sob acusação de invasão de domicílio. O profissional que deveria substituí-lo, o jornalista André Petry, chefe do escritório da revista em Nova York, foi barrado por Eurípedes que, no melhor estilo dividir para reinar, conseguiu a nomeação de três colaboradores para a mesma função. Entre eles, o grampeado Policarpo.
O diretor de Veja em Brasília é conhecido entre os colegas por ter ótimas fontes na Polícia Federal, de onde teria saído a maior carga de munição para o verdadeiro paiol de escândalos em que a revista foi transformada. À medida em que jornalistas como Policarpo Jr. passaram a crescer no expediente da revista, galgando cargos cada vez mais importantes, mais Veja se tornou arauto da moralidade, distribuindo não apenas acusações fortes contra diferentes autoridades, mas também espalhando sentenças de condenação ética aos envolvidos. Veja tornou-se um tribunal de acusação, uma praça condenatória e uma dura corte de apelação.
E agora, como a revista vai agir diante do escândalo que liga seu diretor em Brasília a um contraventor cuja estratégia, como se vê pelas ligações dele com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), era, exatamente, a de se infiltrar no chamado establishment? Será que o procurado Cachoeira, com seus interesses inconfessáveis à lei, pautou Veja? Receptor de informações privilegiadas sobre a condução do noticiário da revista de maior circulação em papel do País, como Cachoeira usava as mensagens que recebia do diretor de Brasília? É mesmo possível que essa relação não tenha poluído a propalada isenção da publicação? Há ligações entre as posições que ele defendia, a favor da legalização do jogo no Brasil, por exemplo, e as que a revista abraçou editorialmente?
Sobre essas interrogações, Veja agora faz silêncio. 247 procurou tanto Policarpo, em Brasília, como Eurípedes, em São Paulo, sem obter retorno. Numa decisão que pode, certamente, ter envolvido a ambos, Veja não publicou em sua edição de papel, mas noticiou no seu serviço online sobre os estragos que as ligações de Cachoeira no meio político vêm fazendo nas reputações de políticos e executivos públicos envolvidos com ele. Com Policarpo, de Veja, será diferente?

terça-feira, 6 de março de 2012

Abril terá de pagar R$ 500 mil por ofensa ao ex-presidente Fernando Collor

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou a Editora Abril ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais ao senador e ex-presidente Fernando Collor. O motivo foi um artigo que ofendia o ex-presidente, veiculado numa das revistas de maior circulação do país, a Veja. Além da editora, foram condenados Roberto Civita, presidente do conselho de administração e diretor editorial, e André Petry, autor do artigo em que o ex-presidente foi tachado de “corrupto desvairado”.
O artigo de opinião intitulado “O Estado Policial”, publicado na edição impressa de março de 2006, bem como na internet, comparava atitudes dos governos Collor e Lula – no primeiro, diante das denúncias feitas pelo motorista Eriberto França; no segundo, em relação às denúncias do caseiro Francenildo Costa. Durante as comparações, o articulista falou sobre as “traficâncias” de Collor e o chamou de “corrupto desvairado”.
Collor ajuizou ação de indenização por danos morais alegando que havia sido atingido por “uma série de calúnias, injúrias e difamações”. A sentença julgou o pedido improcedente, entendendo que o objetivo do jornalista não era atingir a honra do ex-presidente, e sim criticar o modo como as denúncias do caseiro foram abafadas, o que não aconteceu com o motorista.
Além disso, o juiz destacou que Collor foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apenas por questões processuais e sem apreciação dos fatos, e que “o episódio histórico que envolveu o fim do seu mandato [como presidente] ainda está marcado na mente das pessoas”. O entendimento do juízo de primeiro grau foi de que, confrontados os valores constitucionais do direito à imagem e da liberdade de imprensa, deve prevalecer a liberdade de imprensa.
Porém, na apelação, a sentença foi reformada. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) entendeu que a simples publicação da expressão “corrupto desvairado” configura dano moral, mesmo porque o ex-presidente foi absolvido das acusações. Quanto ao confronto dos dois valores constitucionais, o tribunal estadual decidiu que deveria prevalecer o direito à honra, pois estaria claro “o propósito ofensivo da matéria”. Seguindo essa opinião, o TJRJ fixou a indenização em R$ 60 mil.
Os recursos
Tanto o ex-presidente quando a editora recorreram ao STJ. Para Collor, a indenização foi fixada com “excessiva parcimônia”. Para ele, o tribunal estadual não levou em consideração a qualificação das partes envolvidas, a repercussão do dano causado e o lucro da editora com a publicação do artigo.
A Editora Abril, por sua vez, queixou-se de que o TJRJ não havia se manifestado sobre a liberdade de expressão, nem sobre a licitude da divulgação de informação inspirada pelo interesse público (Lei de Imprensa). Para a editora, o artigo não traz mentiras ou fatos passíveis de indenização. A Abril ainda argumentou que Collor deveria “ter vergonha de ter sido protagonista das maiores acusações feitas contra um presidente da República, e não da divulgação desse mesmo fato pela imprensa, que apenas exerceu o seu dever constitucional de informação”.
Lei de Imprensa
O ministro Sidnei Beneti, relator de ambos os recursos, destacou que, como a Lei de Imprensa não foi recepcionada pela Constituição Federal (julgamento do STF), o recurso da editora ficou privado desse fundamento. A jurisprudência do STJ se firmou no sentido de que, por conta da posição do STF, não se pode alegar violação aos dispositivos da Lei de Imprensa em recurso especial.
No memorial fornecido pela editora ao relator, entretanto, a Lei de Imprensa não foi mais citada. A Abril sustentou que houve violação aos artigos 186 e 188, inciso I, do Código Civil. Segundo o ministro, foi apenas no memorial que a editora sustentou expressamente a violação dos referidos artigos, e tal referência não pode suprir a omissão de invocação no recurso especial, pois o memorial não é levado ao conhecimento da parte contrária, e, portanto, o contraditório constitucional estaria infringido se o memorial fosse considerado para suprir o que não foi alegado no recurso.
Porém, novamente sobre o não acolhimento constitucional da Lei de Imprensa, a jurisprudência do STJ entende que, nos julgamentos provindos dos tempos dessa lei, devem ser examinados os argumentos de fundo, ensejados pelo recurso.
O ministro Sidnei Beneti destacou que a análise do recurso especial não seria reexame de prova, mas apenas exame valorativo com base em fato certo – no caso, o artigo escrito e publicado – para verificar se este possuiria, ou não, caráter ofensivo.
Ofensa à honra
No entendimento da Terceira Turma do STJ, o termo usado pela revista – “corrupto desvairado” – é, sim, ofensivo. O ministro relator lembrou que o termo ofensivo ainda foi destacado pela revista, pois aparece no “olho” – recurso de diagramação que realça uma parte do texto considerada marcante – da edição impressa e digital. É justamente essa parte de destaque que chama mais a atenção do leitor, mesmo aquele que não lê o artigo em seu conteúdo integral, ou apenas folheia a revista.
Segundo Beneti, o termo usado não é pura crítica; é também injurioso. Por esse motivo é impossível concordar com qualquer motivo alegado pela editora, como o interesse público à informação. A injúria, de acordo com o ministro, é a conduta mais objetiva e inescusável das três modalidades de ofensa à honra – injúria, calúnia e difamação – e, por esse motivo, não admite exceção de verdade. Na injúria, não há atribuição de fato, mas de qualidade negativa do sujeito passivo.
Portanto, ainda que o ex-presidente Collor tenha sido absolvido apenas por questões processuais, e não por afastamento da acusação de corrupção, e que tenha sofrido impeachment, a ofensa não deixa de existir – e é injúria.
Quanto ao valor da reparação, a Turma entendeu que o desestímulo à injúria deveria ser enfatizado, pois a expressão “corrupto desvairado” poderia ter sido evitada. Além disso, o desestímulo ao escrito injurioso em veículo de comunicação com uma das maiores circulações do país autoriza a fixação de indenização mais elevada.
O ministro Beneti e o ministro Paulo de Tarso Sanseverino se posicionaram no sentido de aumentar o valor para R$ 150 mil. No entanto, os ministros Nancy Andrighi, Massami Uyeda e Villas Bôas Cueva votaram para fixar a indenização em R$ 500 mil.
Fonte: Coordenadoria de Editoria e Imprensa STJ

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Veja e Época desta semana escolhem o mesmo tema para capa: o Facebook

As edições desta semana de Veja e Época, duas das revistas mais vendidas no País, estampam a mesma pessoa na capa: o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, que aparece com a mesma camiseta na foto da primeira página e é citado, em ambas chamadas, como empresário de 27 anos com fortuna avaliada 100 bilhões de dólares.
Outra semelhança no desenvolvimento da pauta foi o espaço ocupado pelo Facebook em cada revista. A Veja destinou 12 de suas 126 páginas à reportagem sobre a rede social do “curtir”, o que representa 9,5% de sua edição. Com 98 páginas, Época destinou 10,2% da versão impressa, deixando dez páginas da seção ‘Vida’ para a matéria de capa. Listar os empresários que têm parte nas ações no Facebook foi mais um ponto em comum entre Veja e Época.
Focos diferentes
Boa parte das coincidências não se repetiu, porém, em outros momentos das reportagens. Como destaque principal, Veja informou que a rede social “engole o mundo”, apresentando a penetração do site de relacionamento entre os internautas de cada país. A matéria cita a rápida expansão do ‘Face’, que deverá chegar a um bilhão de usuários em agosto deste ano. A chamada da capa, “100 bilhões de dólares” (valor estimado em bolsa), também foi noticiada no decorrer dos primeiros parágrafos de Veja.
Abordar todos os valores relativos ao Facebook - inclusive citar que cada usuário vale 88,75 dólares - foi a estratégia usada pela Época na abertura da matéria.  A reportagem utiliza três páginas para informar os valores alcançados pela criação de Zuckerberg desde o início do projeto, quando era aluno da Universidade Harvard, em 2004, comparando-os com outras empresas, como Google e Apple. Época destaca que muitas empresas estão aderindo a Fan Page, inclusive no Brasil. As críticas em relação à questão da privacidade foram lembradas em "subtexto" de quatro parágrafos.   
Fontes
Época e Veja usam declarações feitas por Zuckerberg no ano passado e dão suporte ao texto com fontes distintas. O título da Abril entrevista “com exclusividade por e-mail” o empresário brasileiro Eduardo Saverin, que ajudou a criar o Facebook. A publicação da Globo consulta o filósofo Luiz Felipe Pondé. Em ambos os casos, são trazidos casos sobre a relação das pessoas com a rede social. Entre os exemplos está o videomaker João Rocha, de 28 anos, que perdeu o emprego por compartilhar informações confidenciais.
Trabalho em equipe
Para entrevistas, levantamento de dados e construção do texto, Veja e Época investiram igualmente na força de suas equipes. Bruno Ferrari, Luíza Karan, Nathalia Prates e Tonia Machado foram os repórteres responsáveis pela reportagem “Ele sabe tudo sobre você”, publicada na Época. Intitulado “O Facebook engole o mundo”, Veja contou com seis jornalistas para a matéria: Marcelo Skate, Rafael Sbarai (editor de redes sociais), Felipe Vilicic, Alessandra Medina, Ana Luiza Daltro e Érico Oyama.
Anderson Scardoelli

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Aparelhamento da TV Cultura pela mídia golpista

Folha e Veja terão espaço na TV Cultura: parceria com os tucanos agora é oficial
por Rodrigo Vianna
A “Folha” já pediu, em editorial, o fechamento da TV Brasil - emissora pública criada pelo governo federal. O motivo alegado pelo jornal: audiência baixa. “Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada -antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte.”
A mesma “Folha” anuncia agora  - de forma discreta, diga-se – uma curiosa “parceria” com a TV Cultura de São Paulo – emissora igualmente pública, mantida principalmente com dinheiro do contribuinte paulista. 
Tenho orgulho de ter trabalhado na TV Cultura nos anos 90, à época sob a presidência do ótimo Roberto Muylaert. Mas o fato é que a Cultura também não tem uma audiência maravilhosa. Nos últimos anos, os índices só caíram. Mas aí a “Folha” não vê problema. Ao contrário, torna-se aliada da TV.
Sobre a parceria entre “Folha” e TV Cultura, você pode ver mais detalhes aqui.
O mais curioso é que a parceria se estenderá também à “Veja”, a revista mais vendida do país.
A “Veja”, como se sabe, gosta de escrever Estado com “e” minúsculo, para reafirmar seu ódio ao poder público. Ódio? Coisa nenhuma. A Abril adora vender revistas para o governo. E agora, vejam só, também terá seu quinhãozinho na emissora controlada pelos tucanos paulistas.
O “programa” da “Veja” deve ir ao ar às terças. O da “Folha”, aos domingos.
A notícia sobre o novo programa da revista mais vendida pode ser lida abaixo, em reportagem do site “Comunique-se”…
Recentemente, o “Estadão” chamou a oposição às falas, pedindo – em editorial – unidade e combatividade para barrar o PT em São Paulo. Alckmin parece ter escutado.
A TV Cultura transforma-se numa  trincheira, a organizar o que sobrou da oposição: “Veja”, “Folha”… E dizem que o “Estadão” também terá seu programinha por lá.
Faz sentido.
Como disse um leitor, no tuiter:
@RobertoToledo59 Estão apenas oficializando a parceria.
Trata-se de um movimento importante: estão preparando a trincheira pra defender a terra bandeirante da horda vermelha… Afinal, se o PT ganhar a capital esse ano, o Palácio dos Bandeirantes será o último bastião do tucanato paulista e de seus (deles) aliados na velha mídia.
Perguntinha tola desse escrevinhador: “Folha” e “Veja” vão pagar para usar o espaço da emissora pública? Ou será tudo na faixa?
Em entrevista ao Portal Imprensa, o editor da “Folha” deixou claro qual o objetivo da parceria: “trará a possibilidade de a marca Folha alcançar seu público no maior número possível de mídias. “O jornal continua firme no propósito de levar seu conteúdo de qualidade a um número diversificado de plataformas, e chegar à TV parece um passo natural”.
Muito natural! Tá tudo em casa, eu diria.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

BBB: nova denúncia de estupro e os podres de Boninho na revista Veja

A TV Globo continua ocupando as páginas policiais com as delinquências promovidas no BBB (Big Brother Brasil).
O programa Domingo Espetacular, da TV Record, fez ampla reportagem, que dá um resumo da gravidade da situação, e trouxe duas graves acusações à baila:
Outra mulher acusou Daniel de a ter assediado sexualmente e a estuprado.
A reportagem também enfatiza uma grave denúncia publicada na revista Veja, que complica a situação da produção do programa:
Na manhã do último domingo, quando as câmeras do Big Brother Brasil 12 acompanhavam a ação entre os participantes Daniel e Monique debaixo de um edredon, o diretor do reality show José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, foi alertado sobre a suspeita do público de que não se tratava de uma cena tórrida como tantas outras já vistas no programa. Já surgiam as primeiras reações indignadas no Twitter. Boninho, contudo, ordenou que não interrompessem.
 

domingo, 11 de dezembro de 2011

"Privataria Tucana" vende 15 mil exemplares em menos de 48 horas

O livro de Amaury Ribeiro Jr., "Privataria Tucana", vendeu 15 mil exemplares em menos de 48 horas e já está em sua segunda edição. Um verdadeiro recorde para o mercado editorial alternativo do Brasil, já que a editora Geração, desde de 1922, tem a marca da esquerda. O livro, que custa R$ 34, 90 no site da editora, também está em promoção na livraria Saraiva. Pelo rede, se espalham piadas e notícias hilárias sobre a reação tucana à reportagem bomba.
No livro "A Privataria Tucana", o jornalista Amaury Ribeiro Junior, traz à tona o esquema de arapongagem liderado pelo ex-governador tucano, conhecido como "Caso Fence", e denunciado pelo parlamentar petista.
O silêncio da mídia sobre o livro tem sido motivo de idignação e piada pela rede. Entre as mais apreciadas está uma capa da Veja (abaixo) criada especialmente pelos internautas para revelar o sentimento da revista com relação lançamento do livro.
Piada = Internautas ¨criam¨capa de revista
O vídeo "Reação em cadeia", satiriza a atitude da atriz Regina Duarte, uma das maiores apoiadoras dos tucanos, sobre o lançamento do livro:

Serviço:
"A privataria tucana"
Autor: Amaury Ribeiro Jr.
Formato: 16 x 23 cm.
Páginas: 344
Categoria: Reportagem-denúncia
Preço: R$ 34,90
Fonte: da redação, com agências
do Portal Vermelho

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Com Alzheimer, Veja enfim se lembra da ditadura militar

A revista Veja, que se comporta como o Diário Oficial do Apocalipse, deu sinais de que a velhice se impõe até mesmo para quem sempre defendeu ideias ultrapassadas. Nada como o tempo, o eterno senhor da razão.
Pois não é que a revista semanal resolveu praticar revisionismo histórico inconsciente? Devem estar ficando caducos, lá na redação. Ou é remorso mesmo.
Em uma daquelas reportagens mixurucas que não passam de editorias camuflados, algum editor com Alzheimer resolveu dar lições de ética e bons costumes, como sempre fazem, até quando o assunto é cinema ou culinária.
Com a modesta pretensão de acabar com o fisiologismo no Brasil, traçam um breve panorama da história recente do país, sem perceber que remoem culpas e empilham atos falhos.
Logo a Veja, que apoiou incondicionalmente o regime militar (e dele se beneficiou, após a saída do jornalista Mino Carta, verdade seja dita), resolve, num ato intempestivo, registrar para os anais que “na ditadura, nomeações de prefeitos e governadores era uma maneira de saciar os caciques políticos locais”.
Rufem os tambores! A Veja enfim descobriu que passamos por uma ditadura. Eureka! E que ela foi corrupta e clientelista! Uia. Agora vai!
Em seguida, o evangelho da Veja nos ensina: “Sarney distribuiu cargos nas antigas estatais e nos ministérios”. Agora, prepare-se, é chocante: “Antonio Carlos Magalhães, chefe do PFL baiano, tornou-se o babalorixá do Ministério das Comunicações e serviu concessores de radio e TV à vontade a parlamentares que votavam com o governo”.
Estou perplexo. A Veja, que fez parte da tropa de choque do governo Sarney? A Veja, que apoiava todas as malvadezas de ACM, a quem acompanhou como cão de guarda? A Veja? Só pode ser descuido, senilidade. Alguém tem de ser demitido. Ou aposentado.
A matéria, em seguida, fica cozinhando o galo de sempre. “Fernando Collor, mais por autossuficiência do que por convicção, não cedeu tanto ao fisiologismo”. “Itamar retomou o costume aos poucos”. “Fernando Henrique Cardoso deu espaços preciosos do governo... mas não negociou no varejo.” Tirando Itamar, tratado a pontapés, Collor e FHC nunca tiveram do que reclamar da imprensa que, veja só!, sempre os apoiou.
Para Lula, não há esclerose que atenue o ódio: “não hesitou em retalhar o governo”. Aí sim reconheço a maior revista de informação do país. Deve ser difícil continuar existindo sem ninguém para prestar atenção nas bobagens que dizem. A idade pesa.
Marco Antônio Araújo - O Provocador